Reunindo o melhor entre o mundo das ações e dos investimentos, os fundos de índice são uma alternativa pouco divulgada, mas que têm boas vantagens para quem quer entrar nesse vasto universo das aplicações.

Elaboramos este artigo para que você saiba o que são fundos de índice, quais tipos existem, quais são as suas vantagens e mais outras informações importantes. Continue a leitura e fique por dentro do assunto.

O que são fundos de índice?

Conhecidos internacionalmente como Exchange Traded Funds, ou ETFs, o fundo de índices é basicamente um fundo de investimento que pode ser comercializado como uma ação, em que suas cotas seguem o desempenho dos índices do mercado.

Ao aplicar nesta modalidade, o investidor adquire uma parte de todas as ações que constituem esse índice sem precisar comprar separadamente de cada empresa. Mesmo se a carteira do fundo for alterada, ele é atualizado automaticamente pelo seu gestor.

Quais são as vantagens?

1. Diversificação

Um dos problemas recorrentes em se investir em ações é que para ter uma carteira diversificada você precisa investir em muitas ações. Além disso, terá que arcar com a possibilidade de risco que cada setor traz separadamente.

O que não acontece no caso dos ETFs, pois eles são compostos por várias ações e possibilitam a aplicação em diferentes setores de uma só vez. Isso diminuindo as chances de perder dinheiro porque um dos setores perdeu a lucratividade.

2. Custo baixo

Pagando apenas uma corretagem já é possível investir em um fundo e obter várias ações, que é completamente diferente de aplicar em ações individuais, em que para comprar 5, por exemplo, você terá que pagar as 5 corretagens. Assim como mais 5 se precisar vendê-las.

Mesmo que os fundos de índices tenham taxa de administração, o seu valor é muito pequeno, ficando em menos de 1%, e, em muitos casos, já é descontado no valor da cota do fundo.

3. Aderência

Conhecido também como tracking error do fundo, é uma medida utilizada para calcular o quanto o retorno do investimento se aproxima do valor do seu índice. Quanto menor ele for, mais aderente é o fundo, ou seja, mais próximo a porcentagem do seu retorno é do valor do índice.

Por exemplo, se um fundo tem rentabilidade de 15% e o índice correspondente a 25%, o tracking error é de 10%. Como os fundos de índices imitam exatamente o valor do índice, a diferença de sua aderência é sempre pequena, o que garante o seu rendimento.

4. Economia de tempo

Ações individuais costumam exigir um acompanhamento constante com análises de relatórios, modelos de precificações, além de ter que vigiar cada passo da empresa a qual a ação pertence. Isso exige do investidor bastante tempo.

Entretanto, nos fundos de índices não há necessidade de toda essa preocupação. Como há um administrador que cuida do fundo, ele é o responsável por inspecionar o seu desempenho.

5. Transparência

Por ser uma aplicação em que seu rendimento está atrelado a um índice de referência, o investidor sabe exatamente qual será o valor de retorno do investimento e não depende da capacidade do administrador para fazê-lo render como em outros fundos de ações. Além do mais, a maioria dos fundos de índices costumam publicar as informações sobre a carteira mensalmente, algo que facilita muito o acompanhamento.

Quem deve investir nos fundos de índices?

Apesar de terem taxas de administração menores que títulos e fundos de ações existentes no mercado, os ETFs não estão isentos de Imposto de Renda. Por isso, o seu investimento é recomendado para pessoas que querem diversificar suas aplicações em ações com um custo mais considerável. Para se ter uma ideia, o mínimo para se investir em um ETF gira em torno de R$200,00.

Por isso, esses fundos devem ser pensados como aplicações de médio e longo prazo, já que é um investimento de renda variável e está sujeito às oscilações do mercado.

Quais são os tipos de fundos de índice?

Os fundos de índices podem se basear em diferentes índices tanto nacionais quanto estrangeiros. No caso nacional, um dos fundos mais conhecidos é o BOVA11. Esse fundo cobre a Ibovespa e tem aproximadamente 60 ações.

Também é possível encontrar fundos ligados a determinados segmentos, como é o caso do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) ou o SMLL (Índice Small Cap). Ambos possuem ações de empresas específicas. Por exemplo, no caso do SMLL, ele é o indicador de cotações dos ativos de empreendimentos com menor poder de capital. No site da Bovespa é possível encontrar toda a relação dos fundos de índices.

Qual é diferença entre ETFs, fundos de ações e ações individuais?

Os fundos de índices têm um custo de administração bem menor. Além disso, sua gestão é passiva, já que depende do retorno de seu índice de referência, ao contrário de um fundo de ação tradicional, que é ativo e precisa que sua rentabilidade seja sempre maior que os índices do mercado, algo raríssimo de acontecer.

No caso das ações, além de custarem menos para administrar, os ETFs são mais diversificados e os seus dividendos são reinvestidos automaticamente no fundo, o que não acontece com uma ação, em que é necessário que o investidor reaplique os seus proventos e ainda pague a corretagem com uma parte desse valor.

Como investir em ETFs?

Os fundos de índices são negociados diretamente na BM&FBovespa e se você já investiu em ações não terá dificuldade alguma, pois o processo é o mesmo. É preciso apenas entrar no seu Home Broker, indicar o código do papel, o número de cotas e qual é o preço que você pretende pagar por cada uma.

Mas preste atenção: o valor da cota pode ter uma diferença em relação ao que é cobrado no mercado, pois é resultado da divisão do patrimônio dos fundos pela quantidade de cotas existentes. Por isso é importante saber qual é o custo da cota antes de realizar a oferta de sua compra.

Esperamos que esse guia tenha lhe ajudado a entender melhor como funcionam os fundos de índices. Quer estar cada vez mais seguro sobre investimentos e nunca errar nas suas escolhas? Continue nos acompanhando! Estamos à disposição para tirar todas as suas dúvidas.

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