Poupar dinheiro e investir são sempre ótimas decisões para ter os recursos guardados, não deixá-los serem corroídos pela inflação e ainda fazer com que rendam acima dela. E a poupança é uma das modalidades mais utilizadas no Brasil para isso. Porém, nem sempre as pessoas sabem se é a melhor opção — apenas que é a mais simples e conhecida.

Historicamente, a rentabilidade da poupança não é alta, podendo nem cobrir a inflação e, às vezes, apenas cobri-la e não gerar rendimento real. Por isso, é necessário que a aplicação do capital disponível seja feita com boa avaliação e comparação de possibilidades, pois há outras opções também seguras e de baixo risco — mas com melhores expectativas de resultados.

Assim, veja a comparação entre os rendimentos da poupança e de outras operações e tome sua decisão com clareza e melhores estimativas.

Números da poupança

Dois elementos compõem o rendimento que a poupança alcança: a remuneração adicional e a taxa referencial (TR).

A primeira atualmente está em 0,5% fixo ao mês. Já a TR está em uma média de 0,17% mensal em 2016, variando entre 0,12% e 0,22% — adição feita sempre na data de aniversário mensal do investimento, com a taxa daquele dia constante na tabela do Banco Central.

Dessa forma, com os números acima, teríamos um rendimento de 0,67% ao mês, totalizando 8,04% em 12 meses. Enquanto isso, em 2015, o acumulado da inflação ficou em 10,67% segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comparação com demais investimentos

Agora, atente-se a outras modalidades de aplicação de capital e à comparação de seus resultados possíveis com os da poupança.

Tesouro Nacional

Os títulos do governo federal estão entre os investimentos mais seguros existentes. A seguir, apresentaremos três tipos de investimentos, os quais possuem algumas semelhanças, mas suas diferenças podem ser o diferencial de escolha de acordo com seus objetivos.

As porcentagens de rendimentos que citaremos estão publicadas na tabela de taxas e juros do Tesouro Nacional.

NTN-B

A Nota do Tesouro Nacional série B é uma boa alternativa à poupança para quem deseja investir em longo prazo e apenas resgatar o capital e seus rendimentos no vencimento dos títulos, que hoje vão de 2017 a 2050. Isso porque resgates anteriores são possíveis, mas podem não pagar o rendimento total pré-fixado e contratado por conta da volatilidade da taxa de juros do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

Por exemplo, até o último mês de março, essas notas vinculadas ao IPCA tiveram rendimento em um espaço de 12 meses que chegou a 16,88% — mais de 6% acima da inflação de 2015 e mais que o dobro da rentabilidade da poupança.

Tesouro Selic

Esse outro título do Tesouro Nacional tem juros pós-fixados e sua vinculação é com a taxa Selic — referência de rentabilidade em juros no investimento.

A rentabilidade na última posição oficial chega a 14,14% em 12 meses para a nota com vencimento no próximo ano. Já o título válido até 2021 registra rendimento estimado em 13,79%. Em ambos os casos o retorno supera o da poupança em cerca de 75%.

Tesouro IGP-M

Aqui, a rentabilidade do título fica a cargo do Índice Geral de Preços — Mercado. E, junto a ela, somam-se os juros pré-fixados, acordados no momento da contratação e ativados para correção a cada seis meses.

No momento, há três vencimentos para compras de notas, todas com rendimentos estimados muito acima da poupança segundo a variação dos últimos 12 meses do IGP-M:

  • Nota a vencer em julho de 2017 — rentabilidade de 20,13%;
  • Nota a vencer em abril de 2021 — rentabilidade de 24,24%;
  • Nota a vencer em janeiro de 2031 — rentabilidade de 30,19%.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

A natureza do Certificado de Depósito Bancário é um financiamento às atividades dos bancos. Em contrapartida, o investidor e credor recebem o capital posteriormente corrigido e acrescido com juros.

O CDB tem como semelhança com a poupança a capacidade de se resgatar o capital sem que se perca parte da rentabilidade do período de investimento, o que ocorre no Tesouro. Porém, quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, maiores são os ganhos.

Os juros podem ser pós-fixados ou pré-fixados. Então, os resultados variam de acordo com o montante e o contrato. Porém, é natural nesse tipo de aplicação haver rendimentos que significam o dobro do obtido na poupança.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

A Letra de Crédito Imobiliário tem a mesma função que o CDB para instituições financeiras e investidores. Porém, sua grande vantagem em relação às modalidades anteriores e tantas outras é que não há tributação de imposto de renda sobre os rendimentos — e nessa característica já se tem uma economia relevante.

Como ocorre na NTN-B, as letras são emitidas com vencimentos. Nesse caso, eles ficam entre seis meses e três anos.

O rendimento da LCI é balizado pela rentabilidade do Crédito de Depósito Interbancário (CDI). As instituições financeiras aplicam rendimentos que variam entre 85% e 95% em média da porcentagem do CDI, que nos últimos 12 meses foi de aproximadamente 14%. Dessa forma, em um rendimento hipotético de 90% do CDI, a LCI resultaria em 12,6% em um ano — acima de 50% a mais que a rentabilidade da poupança.

Letra de Crédito ao Agronegócio (LCA)

A única diferença entre a LCI e a Letra de Crédito ao Agronegócio é que o dinheiro captado dos investidores é utilizado em financiamentos ao setor do agronegócio.

Na prática, para o comprador da Letra, funciona da mesma forma. Os vencimentos são parecidos nas duas modalidades e os rendimentos também, sendo ambos balizados pelo CDI — girando, no momento do resgate, em torno de 50% a mais que os ganhos atingidos na poupança sobre o capital.

Assim, quando pensar em investir seu dinheiro, não opte pelo caminho mais conhecido. Afinal, além de abrir mão de ter rendimentos relevantes, pode-se acabar tendo perdas em caso de a inflação ficar muito alta — como ocorreu na comparação que fizemos entre a rentabilidade da poupança atual acumulada e o total da inflação no ano de 2015.

Além disso, mesmo quem não queira aplicar em prazos tão longos, não precisa limitar-se à poupança, pois algumas modalidades, como CDB, LCI e LCA, permitem que se faça resgates breves sem perdas, o que pode ocorrer no Tesouro Nacional.

Você deve conhecer muitas pessoas que mantêm dinheiro na poupança para guardá-lo e tentar fazê-lo crescer, mas poucos que percebem rendimentos reais. Então, compartilhe o nosso post nas redes sociais para espalhar as possibilidades de investimentos que abordamos entre os seus contatos.

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