Desde que deixamos de ser crianças, ganhar dinheiro é uma preocupação constante em nossas vidas, certo? Conforme amadurecemos, surge outra prioridade: acumular o suficiente para garantir tranquilidade no futuro. Para ajudar nesse planejamento, muitas pessoas escolhem investir na previdência privada.

O assunto ganhou ainda mais relevância com a discussão da reforma da previdência, que provocará várias mudanças na aposentadoria paga pelo Governo. Para muita gente, isso pode significar trabalhar mais ou receber um valor menor do que receberia conforme as regras atuais.

Diante dessa nova realidade, é normal que você se questione o que fazer para investir de forma segura e como funciona a previdência privada. Neste artigo vamos responder essas e outras questões e trazer informações valiosas sobre o assunto, um dos mais debatidos atualmente. Confira!

O que muda com a aprovação das novas regras?

O Brasil possui um sistema complexo e ineficiente para assegurar uma renda mínima aos idosos. Assim, o pagamento das aposentadorias representa grande parcela dos gastos do Governo, que argumentou a necessidade de mudar as regras para garantir um modelo sustentável de previdência.

Os servidores públicos, que antes tinham condições diferenciadas, também foram incluídos na reforma da previdência. Conforme veremos a seguir, apenas professores e policiais militares terão regras diferentes dos trabalhadores da iniciativa privada.

Os novos critérios para aposentadoria

Um dos principais argumentos para a necessidade de mudanças na previdência pública é a alteração do perfil demográfico da população. Se, por um lado, o avanço da medicina possibilitou uma maior expectativa de vida para os idosos, por outro os casais têm menos filhos — a consequência é que a proporção de jovens também cai a cada ano.

Com a reforma da previdência, a idade mínima para a aposentadoria passa a ser 65 anos para homens e 62 para mulheres com, no mínimo, 25 anos de contribuição. No entanto, para receber o benefício integral será necessário contribuir para a previdência por, pelo menos, 40 anos.

Funciona assim: é calculada a média salarial e, a partir de 25 anos de contribuição, a pessoa tem direito a 70% dessa média. A cada ano que superar 25, esse percentual sobe 1,5% e, quando superar 30 anos, cresce 2% — aumentando 2,5% após os 35 anos de contribuição.

As exceções a essa regra são os trabalhadores rurais — que se aposentam com 60 (homens) e 57 anos (mulheres) e para os quais o tempo mínimo de contribuição é de 15 anos —, os  professores e os policiais, que têm direito à aposentadoria com 60 anos de idade e 25 de contribuição.

A previdência privada é uma boa alternativa?

Pelo que vimos, além de complicado, o sistema público assegura uma renda precária para a maioria das pessoas. Trabalhadores de baixa renda recebem aposentadorias proporcionais ao valor modesto da contribuição e as pessoas de maior poder aquisitivo têm o benefício limitado pelo teto do INSS (Instituto Nacional de Previdência Social).

Em 2017, o teto ficou estabelecido abaixo de R$ 6 mil. Em ambos os casos, portanto, complementar a aposentadoria assegurada pelo setor público é mais do que um luxo — é uma necessidade.

Não é por acaso que hoje muitos idosos estão em busca de alguma atividade para obter uma renda adicional. Para quem deseja um pouco mais de conforto nessa fase da vida, o ideal é começar a planejar-se financeiramente o quanto antes.

Reserva para o futuro

A previdência privada pode ser muito interessante por facilitar o acúmulo de capital ao longo dos anos e por ser mais segura e acessível que grande parte dos investimentos existentes no mercado financeiro.

Por meio de pequenos aportes mensais, essa forma de “poupança forçada” favorece o investidor que não é extremamente disciplinado — ou mesmo aquele que busca uma solução segura para acumular suas reservas.

Além de tudo, ela também conta com benefícios fiscais: o investidor pode escolher de que forma prefere ser tributado pelo Imposto de Renda.

Que aspectos você deve avaliar antes de assinar o contrato?

O investidor de previdência privada também tem a possibilidade de escolher se prefere receber integralmente o capital acumulado ou uma renda mensal, que também pode ser vitalícia ou por um período determinado. Veja, a seguir, alguns outros aspectos sobre os quais você deve refletir antes da assinatura do contrato:

  • modelo de plano: PGBL ou VGBL;

  • escala regressiva do Imposto de Renda (IR) ou progressiva;

  • como pagar e qual o montante dos aportes mensais;

  • idade para começar a usufruir;

  • definir a participação dos herdeiros no capital acumulado;

Além disso, é importante lembrar que a previdência privada é um fundo de investimento. Existem os investidores mais agressivos, que investem em renda variável, e os conservadores, que preferem a segurança de aplicações em renda fixa.

Por isso, sua rentabilidade pode oscilar — as taxas de administração variam de 0,2% a 3,5% e as taxas de carregamento, de 0% a 4%.

PGBL ou VGBL: qual é o melhor?

Existem duas modalidades de previdência privada: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Entenda, a seguir, como funciona cada um deles.

Suponha uma pessoa ganhou R$ 60 mil em rendimentos tributáveis durante um ano. Se ela optar pelo PGBL, poderá deduzir até 12% desse montante para efeito de cálculo do imposto de renda. Sendo assim, vai abater R$ 7,2 mil e pagar o tributo referente a R$ 52,8 mil.

Por isso, o PGBL é recomendado para pessoas com renda mais alta e também para o longo prazo (acima de 10 anos). Já no caso de pessoas isentas do IR ou com renda variável, que fazem declaração simplificada, a escolha mais indicada é o VGBL.

Nesse caso, a cobrança do imposto se dará somente sobre o rendimento da aplicação, em vez de sobre o valor total, como acontece com o PGBL.

Agora que já sabe as principais mudanças na aposentadoria do Governo com a reforma da previdência e compreendeu como funciona a previdência privada, você tem melhores condições de planejar o amanhã. De fato, essa é uma possibilidade válida para complementar a renda quando parar de trabalhar.

Caso apareçam algumas dúvidas sobre educação financeira, entre em contato com a Messem para aprender mais sobre o assunto. Aproveite essa chance de assegurar um futuro com mais prosperidade!

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