Você sabe quais foram os melhores investimentos de 2017?

Neste post, fizemos um resumo das aplicações mais rentáveis do ano que passou. Mas antes, vamos relembrar as duas principais categorias de investimentos:

A Renda Fixa

Como o próprio nome diz, esse tipo de investimento têm rendimento e data de pagamento predefinidos. Basicamente, a renda fixa funciona assim: quanto mais tempo você deixa o seu dinheiro aplicado, maiores são os seus ganhos.

Para essa categoria de aplicação, o investidor conta com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de até 250 mil reais.

A Renda Variável

Indicado para investidores mais ousados, aqui o cenário de risco é mais alto do que na renda fixa. Isso acontece por causa da variação do preço dos papéis das empresas, e é nessa categoria que o mercado de ações se enquadra.

Os melhores investimentos de 2017

Confira, agora, a lista que fizemos com as aplicações que mais renderam neste ano:

1. Tesouro Selic

Antes chamado de LFT (Letra Financeira do Tesouro), ele é corrigido pela taxa básica de juros (SELIC) e emitido pelo Tesouro Nacional. Por isso, conta com a mesma segurança de todos os títulos de dívida pública.

O IMA-S, Índice de Mercado ANBIMA, que representa a variação dos títulos da dívida pública pós-fixados pela Selic, registrou uma performance de 5,7% no primeiro semestre do ano. Em junho, a rentabilidade desse índice representou 112% da taxa Selic.

Trata-se, assim, de uma boa opção de investimento para resgate no curto prazo — seja em alguns meses ou em pouco mais de um ano.

2. Tesouro IPCA+

Esse é o antigo NTN-B. Trata-se de uma opção de títulos emitidos pelo governo brasileiro com remuneração variável, pois é baseada Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que significa uma proteção contra a inflação.

O IMA-B 5+ (índice de prazo da família IMA para títulos com vencimento em 5 anos ou mais), registrou retorno de 4,9% no semestre, contra 5,2% para vencimentos de até 5 anos. No mês passado, a variação do mesmo índice foi de 2,40%, contra 1,73% dos títulos prefixados com prazo superior a um ano.

No trimestre, o IMA-B 5+ acumulou valorização de 8,64%, em decorrência da queda da inflação acima do calculado pelo mercado, resultando na previsão de ainda mais baixa na Selic ao final de 2017. O IMA Geral ficou em 4,82% no mesmo trimestre.

A alta rentabilidade desse título foi alcançada por meio da sua venda por investidores que compraram papéis antes da queda da Selic. E, conforme a manutenção da baixa dos juros se faz uma realidade, mais esses títulos se valorizam.

Vale dizer que economistas esperam uma queda da Selic e da inflação, segundo o Boletim Focus, para patamares de 8,5% e 3,93%, nessa ordem.

3. CDB (Certificado de Depósito Bancário)

Os CDBs — títulos de dívida emitidos por instituições financeiras — de bancos médios costumam pagaram entre 105% e 110% do CDI, enquanto os de grandes bancos apresentaram, em sua maioria, rendimentos de menos de 100% do CDI.

Para esse investimento de renda fixa, as opções mais rentáveis não estiveram entre os bancos de grande porte, pois, quanto menor o risco, menor é o retorno. E sua rentabilidade é fixada pela taxa DI (Depósito Interbancário).

Um banco de médio porte representa um risco mais alto se comparado a grandes instituições financeiras, por isso, paga taxas de retorno mais altas, que quase sempre estão atreladas a baixa liquidez e prazos longos de vencimento.

E, nesse caso, vale lembrar que essa categoria de aplicação conta com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de até 250 mil reais. E a alíquota do Imposto de Renda sobre o rendimento, que varia de 22,5% a 15%, fica de acordo com o prazo do resgate.

4. Fundos de Investimento

Essa modalidade conta com profissionais qualificados para gestão e administração dos investimentos tanto em renda fixa quanto em renda variável.

Assim, é ideal para investidores mais arrojados, que não têm o conhecimento suficiente do mercado de capitais para correr maiores riscos, mas querem diversificar a sua carteira de ações.

Os fundos de ações vêm registrando a melhor rentabilidade entre as classes de fundos. O tipo Ações Livres, por exemplo, rendeu 4,74% em setembro, contra 2,23% dos fundos multimercados.

E os fundos renda fixa Duração baixa Soberano e Grau de Investimento, responsáveis por 48% do total do mercado de renda fixa, apresentaram rentabilidade em setembro de 0,64% e 0,66% respectivamente.

O Índice Bovespa, que teve valorização de 58% em 2016, segue com perspectiva de alta para 2017, que já acumula alta de 23,38% este ano.

5. Criptomoedas

As criptomoedas não podem ser impressas, e seu código é gerado de forma que cada uma seja única, existindo um número limitado para criação de novos bitcoins. O resultado dessa estratégia é a tendência de deflação.

A mais conhecida desse tipo de moeda virtual codificada é o Bitcoin, que apresentou valorização de 400% em 2017, com tendência de seguir em alta. Já a Ether, a segunda moeda virtual mais valorizada desse mercado, aumentou a sua cotação em 4,250% desde o início do ano, segundo dados do CryptoCurrency Market Capitalizations.

O impacto da expectativa da queda de juros

Sem dúvida, para avaliar a rentabilidade dos investimentos é necessário avaliar o cenário atual e compreender os sinais para o futuro.

Dentre outros, devem ser considerados fatores como reformas estruturais, descontrole das contas públicas, instabilidade política (dentro e fora do Brasil) e definição da política monetária com o novo governo que será eleito em 2018.

A perspectiva da queda dos juros se traduz na valorização de títulos como Tesouro IPCA (NTN-B), Debêntures e Fundos de Investimentos. Expectativa esta que é medida por meio dos Índices de Juros futuros.

Juros baixos diminuem as incertezas dos investidores, portanto, acompanhe essa evolução da taxa de juros, que vem apresentado quedas consecutivas. Afinal, lembre-se de que o melhor investimento é aquele adequado para você, de acordo com seus planos e objetivos.

Enfim, gostou do post? Agora que você já conhece quais foram os melhores investimentos de 2017, já pode se preparar para o que 2018 reserva e ver quais são as melhores opções de aplicações financeiras pra você!