Como parte de um planejamento financeiro para garantir que você tenha segurança e possa atingir os seus sonhos, poupar uma porcentagem do salário é fundamental. Uma dúvida muito comum com relação a isso é sobre qual deve ser a quantidade guardada em todos os meses.

Que tal resolver essa questão? Continue a leitura e confira a resposta a seguir!

A importância de avaliar sua situação financeira

Antes de pensar em quanto você deve poupar por mês, é importante avaliar a sua condição financeira. Essa análise é necessária, pois não adianta cogitar economizar dinheiro se você está inadimplente ou com dívidas que se acumulam.

Para preservar parte da sua renda, é preciso que essa atitude não comprometa a sua qualidade de vida ou o seu crédito. Por isso, antes de pensar nos números, é preciso colocar a situação financeira em dia. Feito isso, você estará pronto para economizar.

Quanto mais você poupa, maior é o seu patrimônio

Na hora de guardar parte do seu salário, é preciso ter em mente que, naturalmente, quanto mais se poupa por mês, maior é o patrimônio construído. Especialmente se você realiza investimentos rentáveis e seguros, esses recursos aumentam continuamente.

O tamanho do seu patrimônio também dependerá do tempo que você passa poupando. Muitas vezes, economizar 10% pode ser mais efetivo do que preservar 50% do salário, e isso se deve a um fator: o tempo.

Assim, é melhor passar 10 anos poupando 10% da sua renda do que apenas 10 meses reservando 50%.

No caso, imagine que sua remuneração seja de R$ 10 mil. Poupar 10% dela por 10 anos, sem nenhuma incidência de rentabilidade, levará a um valor de R$ 120 mil. Por outro lado, economizar 50% por 10 meses renderá uma quantia de R$ 50 mil.

Por que economizar parte do seu salário

Controlar o dinheiro é um dos hábitos mais benéficos para quem tem algum objetivo a ser alcançado (ou quer simplesmente aumentar suas economias). Embora não seja um dom inerente aos que têm algum tipo de renda mensal, é possível aprender e adotar a prática de economizar — e, assim, atingir suas metas.

Quando você tem algum propósito, mas não possui o capital necessário para transformá-lo em realidade, quais alternativas lhe restam? Ou pede um empréstimo, ou deixa aquele objetivo de lado.

Caso você opte por um empréstimo, é necessário ter extrema cautela para que tal solução não se transforme em um problema orçamentário muito maior com o decorrer do tempo.

Nenhuma das duas saídas é muito aconselhável, ainda mais quando se sabe que existe um expediente simples e bem prudente: economizar uma parcela de seu salário e, depois de um tempo de controle, conseguir a quantia necessária.

Além disso, é preciso lembrar que mesmo quem não tem uma meta específica pode tirar proveito desse hábito saudável. Isso porque, com o valor economizado de sua renda a cada mês, você terá novas opções: os investimentos, por exemplo.

Dependendo do perfil do investidor, é possível encontrar aquelas aplicações que possuem mais ou menos risco, ou que trazem maior ou menor rentabilidade.

A partir daí, a pessoa passa a ter um incrível rendimento extra para o seu salário e, aos poucos, aumenta seu patrimônio consideravelmente.

Quanto se deve poupar

Não há fórmula ou consenso sobre a quantia a ser economizada a cada mês. No entanto, o mais comum é encontrarmos pessoas que seguem a regra dos 10%. Assim, 10% do seu salário pode ser continuamente guardado no final do mês.

Porém, é válido fazer uma avaliação criteriosa de sua vida financeira e dos hábitos pessoais para saber se você, de fato, está preparado para essa nova empreitada. Afinal, de pouco adianta preservar 10% de sua renda se isso significar um decréscimo da qualidade de vida de forma muito rígida.

Para descobrir a quantia que você pode reservar, o mais importante é saber onde estão as despesas passíveis de cortes ou reduções. E, para isso, é conveniente adquirir novas condutas orçamentárias.

Uma boa dica para quem não acha que está preparado para guardar 10% de sua remuneração de uma vez é fazê-lo paulatinamente. Desse modo, no primeiro mês, você guardará 1% de seu salário; no segundo, 2%; no terceiro, 3%; e assim por diante, até chegar aos 10%.

As melhores formas de economizar

Você já sabe quais benefícios guardar parte de seu salário pode trazer. No entanto, após tomar a decisão de poupar uma parcela de sua renda, resta saber como fazer isso.

O primeiro passo a ser seguido é colocar na ponta do lápis todo o seu pagamento e as despesas mensais. Em outras palavras, chegou o momento de montar o já famoso planejamento financeiro pessoal. Nele, é necessário anotar todos os gastos do período, desde aqueles com o aluguel ou a energia elétrica (que são essenciais), até os relativos à alimentação.

Lembre-se de que, mesmo que pareça pequena à primeira vista, a conta pode fazer diferença no seu bolso ao final do mês.

Depois de coletar as informações, é hora de analisar os dados. Veja qual porcentagem de seu salário está atrelada a quais áreas e priorize as mais relevantes. Você saberá que não pode economizar 10% de sua renda à custa da educação de seus filhos, por exemplo.

O mais comum corte de gastos é feito com as atividades relacionadas ao lazer. É claro que toda a família deve se divertir! Porém, se o objetivo é guardar parte de sua remuneração, é essencial colocar limites nesses momentos.

Estipule uma determinada quantia a ser destinada à diversão e se atenha a ela. Também procure opções gratuitas e ao ar livre, que possam ser aproveitadas por todos os membros de sua casa. Use essa oportunidade de economizar renda como pretexto para aguçar a criatividade de sua família. Juntos, vocês vão encontrar atividades prazerosas e que não pesem tanto no bolso!

Em seguida, é possível reduzir os gastos com as contas de casa. Normalmente, os valores das despesas, como luz e água, podem diminuir consideravelmente quando alguém começa a economizar. Explique para todos que vivem em sua residência como poupar e por que fazer isso: assim eles podem contribuir efetivamente para a economia.

Não se esqueça de colocar a fatura dos cartões de crédito no seu planejamento financeiro. O uso adequado dessa ferramenta pode ser vantajoso para quem quer economizar, especialmente quando o propósito é uma viagem (já que existem vários programas de milhas).

Contudo, isso deve ser muito bem organizado. Caso contrário, você corre o risco de se tornar inadimplente, ou pagar a quantia mínima da fatura e se ver devendo ainda mais no mês seguinte.

A tecnologia pode ser fundamental

Fazer o controle de gastos é difícil para qualquer um. Com uma rotina que envolve trabalho, família e amigos, fica complicado conseguir tirar parte do seu dia para colocar suas contas em ordem.

Por isso, a tecnologia pode ser uma grande aliada para quem quer economizar seu salário. Hoje em dia, estão disponíveis programas e aplicativos que ajudam na construção do planejamento financeiro e até no controle diário de seus investimentos.

É fundamental, ainda, se lembrar daqueles aplicativos que ajudam na organização e distribuição da renda familiar ao longo do mês. Com eles, as chances de conseguir estipular a quantia certa que deve preservar (e, de fato, fazer isso!) são muito maiores do que as de quem tenta a economia por conta própria.

Em sua maioria, esses apps trabalham em conjunto com a sua conta bancária. Assim, você também pode manter o controle de sua movimentação financeira.

Atualmente, já existem, também, aqueles programas que pagam automaticamente determinadas despesas. Basta que você deixe agendados os pagamentos de algumas contas (como internet, TV a cabo, luz, entre outros), o que o tornará menos propenso a gastar mais do que deve impulsivamente.

Como simular e encontrar uma porcentagem adequada

Como salários e padrões de vida são diferentes mesmo para pessoas com condições parecidas, o melhor a se fazer é realizar diferentes simulações e, assim, encontrar o valor adequado para poupar do seu salário.

De maneira fixa, estipularemos que seu salário é de R$ 10 mil. Desse total, imagine que você pode poupar 10%. Se esse valor for aplicado todos os meses, durante 2 anos, em um investimento com retorno de 11% ao ano, ao final você terá o montante de R$ 26.804,60.

Ao decidir investir 20% dentro dessas mesmas condições, o resultado final será de R$ 53.609,20. Pode poupar um pouco mais? Com 30%, o valor ao término do período seria de R$ 80.413,80.

Em longo prazo

A simulação aqui é um pouco mais complexa, pois você sofrerá acréscimos e correções no salário. Assim, entre determinados períodos, a mesma porcentagem corresponderá a um valor maior, favorecendo o investimento em questão.

Dessa maneira, o especialista Fernando Meibak afirma que, se você poupar 10% do seu salário por 40 anos, pode tirar por outros 410 anos uma quantia mensal que equivale a 43% da sua renda.

Com uma economia de 20%, o valor seria de 86%. E, com 30%, o número seria maior do que o da sua última remuneração, ajudando a manter o padrão de vida.

A porcentagem do salário que deve ser poupada depende tanto da sua atual condição financeira quanto dos seus objetivos futuros, bem como das necessidades e das possibilidades.

No geral, a regra básica é que, quanto mais você economizar, mais patrimônio você construirá — e esse princípio é ainda mais verdadeiro quando se fala em investimentos com boa rentabilidade ao longo do ano (ou em longo prazo).

Você já percebeu a quantia certa a poupar do salário em cada mês é extremamente importante para o seu planejamento financeiro, certo? As dicas apresentadas foram úteis para você? Se quiser saber mais sobre o tema e outros assuntos, assine o nosso newsletter!

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