Quem não quer fazer seu dinheiro render? Hoje em dia, muito se fala sobre aplicações e investimentos, que podem ser ótimos aliados na hora de regularizar a sua vida financeira. Dentro desse contexto, uma dúvida muito comum de boa parte das pessoas é decidir entre poupança ou previdência privada.

A poupança é vista como uma aplicação segura, apesar de não muito rentável, ao passo que a previdência privada é feita por aqueles que já estão pensando na aposentadoria. Quer descobrir qual desses dois investimentos combina mais com o seu estilo de vida e a sua expectativa de retorno?

Confira, a seguir, os principais pontos a serem pensados antes de escolher entre poupança ou previdência privada!

Quanto aos prazos

Um aspecto importante para ser pensado por quem deseja aplicar seu dinheiro é se pretende ter um retorno a longo ou curto prazo. Dependendo da resposta, a poupança ou a previdência privada podem ser os melhores caminhos.

A longo prazo, a poupança pode não dar tantos frutos quanto outros tipos de aplicação, uma vez que os índices da inflação interferem diretamente em seu rendimento. Por isso, ela é mais usada por quem deseja ter lucro a curto prazo.

Antes de decidir pela poupança, em um investimento a longo prazo, é preciso fazer uma projeção. Verifique se o rendimento dessa quantia aumentará junto com a economia do país ou se os fatores que influenciam o lucro serão muito grandes.

Por outro lado, investimentos de curto prazo em previdência privada podem, também, ter alguns empecilhos. Nesse cenário, é importantíssimo escolher a hora certa de resgatar o seu dinheiro. Caso contrário, corre-se o risco de pagar muitos impostos e não ter o retorno esperado.

Vale lembrar que a previdência privada é mais usada por aqueles que têm um plano a longo prazo, como a aposentadoria, mas isso não quer dizer que ela não possa ser utilizada também para rendimentos a curto prazo. Se optar por essa alternativa, o ideal é estudar suas opções, a fim de descobrir qual plano melhor combina com suas necessidades.

Quanto à segurança

Uma das maiores vantagens da poupança é o fato de ser um investimento bastante seguro. Por isso, muitas pessoas acabam optando por ela na hora de aplicar algum dinheiro. A poupança, hoje, é muito mais usada por quem deseja apenas guardar aquela renda extra que sobrou no final do mês do que por quem quer, de fato, ter um lucro sobre a quantia aplicada.

Por outro lado, a aplicação na previdência privada, quando não é bem planejada, pode causar alguma dor de cabeça. Isso porque o retorno depende da instituição financeira envolvida, o que não torna o investimento 100% seguro.

Porém, essa notícia não é o fim do mundo. Nos últimos anos, algumas medidas (como a Lei Complementar 109) passaram a oferecer segurança jurídica a esses planos, o que facilita a vida do investidor.

Se optar pela previdência privada, a dica principal para descobrir qual é a aplicação de menor risco é procurar aquela que não tem uma taxa de rendimento estável — apesar de não tão grande assim. É preciso estudar o histórico financeiro da instituição e saber se ela realmente teve bons retornos nos últimos anos para, enfim, tomar sua decisão.

Quanto à disciplina

Outro fator que pode ter um peso bastante relevante na hora de decidir entre poupança ou previdência privada é a disciplina que cada modalidade exige de seus investidores. E, nesse contexto, a caderneta certamente não leva vantagem, pois a possibilidade de regate na hora em que o cliente desejar faz com que muita gente acabe sacando mais do que deveria.

A previdência privada, por sua vez, não possui essa liquidez diária. Ela acaba proporcionando uma disciplina forçada, para que a pessoa poupe e invista com aportes mensais fixos. Além disso, para resgatar o recurso aplicado, é preciso arcar com impostos e taxas nada desprezíveis. Isso acaba fazendo qualquer um pensar duas vezes na hora de sacar.

Quanto às taxas

O rendimento da poupança é isento do Imposto de Renda, o que a torna muito atraente para a maioria das pessoas. Por ser considerado um bem pela Receita Federal, ele entra na parte de rendimentos não tributáveis de seu IR.

Dessa forma, o retorno daquele dinheiro vai exclusivamente para o investidor, que não deve pagar porcentagens a terceiros. Além disso, a poupança também não possui qualquer tipo de taxa administrativa.

Por outro lado, na previdência privada algumas taxas têm de ser pagas. É o caso da taxa de administração — paga ao gestor, por manejar a quantia aplicada —; da taxa de carregamento, que incide sobre o investimento, a fim de custear a empresa que administra o dinheiro; e da taxa de saída, que se refere a quando a contribuição é resgatada antes do período estipulado.

Os descontos saem de diversos locais: daquilo que você já investiu, do valor que será depositado e do momento em que sacar o dinheiro (que também acabará sendo descontado). Além disso, quanto maior forem as taxas de administração, mais será debitado do seu fundo de investimento.

A consciência dessa realidade já dá uma boa dica: uma boa previdência privada é justamente aquela que tem as menores taxas entre os fundos parecidos. E lembre-se de que qualquer diferença vale a pena, mesmo que pareça pequena em um primeiro momento.

Quanto à portabilidade

Hoje, na previdência privada, é possível migrar para outra entidade financeira caso não esteja satisfeito com o serviço de sua instituição. Mas atenção: essa portabilidade vale apenas para quando a pessoa ainda está investindo na previdência — e não para quando ela já está aposentada. Portanto, fique de olho para descobrir qual instituição financeira combinará da melhor forma com suas expectativas.

Já na poupança, é possível fazer a transferência do valor para outro tipo de conta dentro da mesma entidade financeira — da poupança para uma conta corrente, por exemplo — sem ter nenhuma taxa cobrada. Caso a ideia seja trocar de instituição, pode haver alguma tarifa.

Quanto à administração do dinheiro

Na previdência privada, o dinheiro investido é administrado pela instituição financeira escolhida. O investidor tem um compromisso de aplicar determinada quantia por mês para que, no futuro, tenha um retorno também mensal. Esse desconto, muitas vezes, pode ser feito já na folha de pagamento, o que facilita a vida de quem quer investir, mas acaba não tendo o valor necessário no final do mês.

A poupança, por sua vez, é administrada por aquele que está aplicando o dinheiro. Dessa forma, o investidor tem autonomia para decidir quanto vai para a conta, além de também poder retirar a quantia para colocá-la em outras áreas, como em ações.

Essa autonomia pode ser importante para quem não sabe exatamente quanto dinheiro terá no final de determinado período e vive uma situação em que um valor concreto, descontado a cada mês (como é o caso da previdência), prejudicaria sua vida financeira.

Quanto ao resgate

Tanto na previdência social quanto na poupança, o dinheiro pode ser resgatado com alguma facilidade. Por ser completamente autônoma da instituição financeira em que o valor está aplicado, a pessoa que investiu na poupança pode resgatar a quantia sem pagar nenhuma taxa. Para quem deseja ter um fundo de emergência, essa pode ser uma ótima saída.

Já na previdência social, existem prazos estipulados para o resgate e, dependendo do contrato assinado, uma taxa de saída deverá ser paga. Estude bem quais os planos que a entidade financeira oferece, para não ser pego de surpresa. 

Bônus: e agora, qual opção escolher?

Depois de ler este conteúdo, é perceptível que cada uma dessas alternativas atende melhor a um determinado perfil de investidor, não é mesmo? Por isso, pode não parecer tão lógico entender qual é a melhor opção para você.

Em linhas gerais, a poupança está entre as escolhas mais buscadas pelos brasileiros, por questões que vêm de muito tempo. A verdade é que essa preferência tem raízes históricas, sociais e até mesmo culturais, pois o gosto por esse investimento acaba vindo de geração para geração, especialmente em um país que não costuma ter uma educação formal na área financeira para a maioria das pessoas.

O importante é ter em mente que tal modalidade não é insubstituível e que a previdência privada foi se firmando como uma possibilidade bastante viável e interessante para vários tipos de perfil. Mais do que apenas “guardar as economias”, a população está em busca de uma rentabilidade que possa garantir o seu estilo de vida no futuro.

Temos que aceitar que a poupança já teve seus dias de glória, mas eles ficaram no passado. Em geral, seu rendimento não acompanha a inflação, e as pessoas precisam ampliar os horizontes quando o assunto é acumular recursos, poupar ou aplicar o seu capital.

Para finalizar, vimos que tanto a poupança quanto a previdência social têm vantagens diferentes — e é preciso planejar antes de decidir por alguma das duas. Este artigo te ajudou a decidir onde investir?

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