Muito se fala no perfil de investidor como ponto de partida para escolher o investimento mais apropriado. Por meio do perfil, o investidor identifica qual aplicação é mais compatível com suas expectativas, considerando principalmente o grau de riscos.

No caso de um plano de previdência, é importante também avaliar seu perfil de investidor já que os recursos do plano são aplicados nos fundos de investimentos — e desses fundos é que vem a renda para o plano. Continue a leitura para saber mais!

A gestão do dinheiro em um plano de previdência

Como em um investimento qualquer, o plano de previdência precisa de uma gestão, um controle específico para assegurar os rendimentos da aplicação.

Uma equipe de especialistas na área, contratados pela seguradora do plano de previdência, é que realiza a gestão do dinheiro. Eles fazem escolhas baseando-se em seu próprio conhecimento sobre mercado financeiro e economia.

Dessa maneira, há diversos tipos de fundos de investimentos que são atrelados ao plano. Cada qual se ajusta a um perfil de investidor específico.

O perfil conservador

O primeiro tipo de perfil que vamos analisar é do investidor conservador.

Esse investidor não está disposto a se expor em excesso aos riscos. Ele prioriza a segurança dos recursos que já tem, ainda que isso signifique uma rentabilidade menor. Ou seja, para o investidor conservador, a preservação do seu próprio patrimônio é uma condição essencial.

Assim, ele procura boa liquidez e boa rentabilidade a menores riscos, tendo objetivos, na maioria das vezes, de curto e médio prazo.

Boa parte desse tipo de investidores é constituída por iniciantes, que ainda não entendem muito do assunto, estão pisando no terreno com certa insegurança e desejam prevenir-se contra surpresas muito desagradáveis.

Geralmente, sua carteira de investimentos é formada por 90% de títulos públicos e por 10% de títulos privados. Ele prefere, naturalmente, os investimentos em renda fixa do que em renda variável.

Entre os investimentos mais recomendados para investidores de perfil conservador, temos os fundos de renda fixa conservadora, como fundos DI (cujo indexador de rendimentos é certificado de depósito interbancário), Tesouro Direto, CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e outros.

O perfil moderado

Esse investidor está disposto a assumir riscos maiores por uma rentabilidade acima da média vigente no mercado. Mas ele faz isso sem se descuidar da segurança como um fator decisivo.

Ele é o tipo de investidor mais equilibrado, buscando investimentos em ativos diferentes, como renda fixa, fundos multimercados e ações. Sua tolerância aos riscos envolve liquidez menor e perdas mais graúdas, desde que não comprometam seriamente o patrimônio dele.

Os ativos mais arriscados não são a maior porcentagem de sua carteira de investimentos. Geralmente, cerca de 80% de sua carteira é formada por títulos privados e 20% é formada por títulos públicos. Ele investe em renda variável com mais liberalidade, mas prefere a renda fixa.

Os investidores moderados possuem um conhecimento maior sobre o mercado financeiro, patrimônio suficiente para diversificar suas aplicações e metas para o curto, o médio e o longo prazo. Eles podem aplicar parte de seu dinheiro em investimentos com mais instabilidade.

Entre os investimentos indicados para o perfil moderado, temos: os próprios investimentos conservadores, debêntures, ações, fundos multimercados, letras financeiras (LFs), aluguel de ações, fundos de ações e fundos imobiliários.

O perfil dinâmico

Costuma-se dividir os perfis de investidores em três tipos básicos: conservador, moderado ou arrojado/agressivo. Muitos especialistas, porém, para identificar com mais precisão as diferenças entre os perfis de investidores, propõem divisões mais detalhadas.

Nesse sentido, aparece o perfil dinâmico. Esse tipo de investidor se caracteriza por aplicar 100% de seus recursos destinados a investimentos em títulos como Tesouro IPCA (oferecido pelo Tesouro Direto), com pagamento de juros semestrais.

O IPCA é um índice que mede a inflação, portanto, títulos atrelados ao IPCA têm rendimentos que acompanham o aumento dos preços e garantem o poder de compra do consumidor. Os juros semestrais oferecem moderada liquidez, já que a pessoa poderá sacar dinheiro a cada 6 meses sem comprometer a rentabilidade.

O perfil arrojado

Alguns especialistas diferenciam o perfil arrojado do agressivo. O arrojado está disposto a correr riscos em curto e médio prazo, visando uma rentabilidade mais atraente. Ele compreende que, muitas vezes, o maior retorno está associado a graus mais elevados de riscos.

Como suas metas estão voltadas, em sua maioria, para o longo prazo, sua carteira de investimento pode ficar sujeita à instabilidade pelo prazo de acumulação.

A sua atração pelo risco, no entanto, não é descontrolada. Tudo o que ele faz é planejado: ele calcula os riscos e aposta nas aplicações mais satisfatórias a longo prazo.

Em um plano de previdência, 60% de sua carteira estariam aplicados em títulos públicos e 40% em ações.

O perfil agressivo

Esse investidor busca, acima de tudo, alta rentabilidade, sem dar muita importância aos riscos envolvidos. Geralmente, toma suas decisões sem consultar especialistas, como os consultores de investimentos.

Ao contrário do arrojado, não se preocupa em calcular os riscos, deixa de respeitar regras e investe, muitas vezes, movido somente pela emoção.

É comum, por exemplo, o tipo agressivo equiparar o mercado de investimentos a um cassino.

No plano de previdência, o investidor agressivo tem 51% de sua carteira aplicada em títulos públicos e 49% em ações.

Os perfis balanceado e ousado

Para que você não tenha dúvidas sobre qual é o seu perfil de investidor na hora de contratar um plano de previdência, vamos analisar mais 2 perfis intermediários, reconhecidos por alguns especialistas.

O primeiro é o perfil balanceado, que se situa entre o moderado e o arrojado. Ele procura rendimentos mais atraentes, mas ainda se sente intimidado pelo impacto de riscos maiores. Ele aplica menos em renda fixa que o moderado, diversificando mais seus investimentos.

Já o perfil ousado se situa entre o arrojado e o agressivo. É semelhante ao arrojado, mas com a diferença de que se sente mais propenso a aplicar em títulos públicos que em ações. Assim, 70% de seu plano de previdência ficam aplicados em títulos públicos e 30% em ações.

Já tem plano de previdência? Deseja continuar recebendo informações sobre investimentos? Então, assine já nosso newsletter!

 

Nome:

Seu e-mail:


 

Saiba mais:

banner-barra-artigo-2017-03-conhece-a-messem