Todas as pessoas que investem suas economias têm um objetivo comum: ver seu patrimônio crescer e tornar-se uma fortuna. Mas, para muitos investidores, o medo de perder dinheiro, ou seja, os valores poupados é um “fantasma” sempre presente, que ameaça seus objetivos financeiros e pode tirar-lhes o sono.

Por isso, no post de hoje abordaremos se é possível perder dinheiro fazendo investimentos e o que é necessário para proteger seu patrimônio. Confira!

Investir envolve aceitar riscos

Não há investimento sem riscos. Da compra de ações na Bolsa de Valores à tradicional Renda Fixa, todos os investimentos têm certa parcela de risco, a qual o investidor precisa estar ciente ao aplicar seu dinheiro. Aliás, os juros são precisamente o prêmio pago ao investidor pelo risco suportado. Por isso, em regra, quanto maior o risco de uma aplicação financeira, mais rentável ela é.

Todavia, isso não significa que guardar seu dinheiro “debaixo do colchão” seja a melhor maneira de proteger seu patrimônio. Se você simplesmente armazenar seu dinheiro em um cofre da sua casa, por exemplo, além de não contar com o poder multiplicador dos juros compostos, verá a inflação corroer a maior parte do poder de compra de suas economias.

Por isso, se é verdade que investir envolve riscos, também é verdade que somente investindo é possível proteger seu patrimônio.

Minimizando o risco de perdas

Ao adotar algumas práticas simples, você reduzirá consideravelmente os riscos aos quais estaria exposto no mercado e assim, perder dinheiro. Para tanto, selecionamos abaixo 6 maneiras de você proteger sua carteira de investimentos. Confira!

1. Diversificar seus investimentos

A diversificação da carteira de investimentos é uma medida de extrema importância para a sua saúde financeira. Investir todo o seu patrimônio em apenas uma única aplicação pode expô-lo a riscos exponencialmente maiores.

Imagine que você invista todo mês em um CDB do mesmo banco. Nesse caso, se por algum motivo a instituição quebrar, você correria o risco de perder todo o seu patrimônio. Mesmo com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, você teria todo o transtorno burocrático de requerer o ressarcimento do fundo, além do fato de que a cobertura estaria limitada ao valor de 250 mil reais.

Se você investe em renda variável, imagine o que teria ocorrido com o seu patrimônio no mês de janeiro de 2016, se você investisse apenas em ações da Petrobrás. Naquela ocasião, as ações preferenciais da empresa (PETR4) despencaram para míseros R$ 4,41.

Por isso, se você pretende evitar ao máximo os riscos de perder dinheiro, diversifique sua carteira!

2. Rebalancear a carteira periodicamente

Tão importante quanto diversificar seus investimentos é rebalancear sua carteira periodicamente, alocando seus ativos de forma coerente com o seu perfil de investidor, idade e objetivos. O portfólio de investimentos não deve ser algo estático, que não varia ao longo dos anos, mas deve ser revisto sempre que necessário.

Imagine um investidor jovem que conseguiu formar certo patrimônio. A carteira desse investidor possivelmente teria um percentual mais elevado de ativos de renda variável, a fim potencializar suas possibilidades de ganho. Como o investidor é jovem, pode correr maiores riscos de perda no curto prazo para garantir maior rentabilidade no futuro.

Agora, imagine que esse mesmo investidor conseguiu acumular um patrimônio considerável e está bem próximo de aposentar-se. Nesse caso, talvez não seja o mais adequado manter grande parte de seu dinheiro em renda variável, já que seu maior objetivo será garantir o patrimônio conquistado, sem risco de perdas significativas.

Assim, ao rebalancearmos o portfólio de nosso investidor hipotético, a maior parte dos seus ativos deveria ser alocada, por exemplo, em títulos atrelados à inflação, que garantissem a preservação do poder de compra, sem submetê-lo a riscos de perder dinheiro desnecessários.

Perceba que não estamos aqui a ditar regras sobre a melhor maneira de investir, mas apenas ressaltando a necessidade de adaptar as estratégias de investimento às circunstâncias pessoais do investidor.

3. Evitar alta rotatividade nos investimentos

Depois de definida a melhor estratégia de investimentos e montada a carteira mais adequada, é importante confiar nos seus planos traçados e evitar mudanças de ativos a todo instante. A ansiedade pode ser a maior inimiga dos seus investimentos!

Ao trocar seus papéis constantemente, você poderá sofrer maior tributação do imposto de renda, a depender do tipo de investimento realizado. Além disso, taxas diversas poderão incidir sobre os valores aplicados, como as taxas de saída de fundos de investimento. 

4. Ficar atento aos custos

Nem sempre o investimento de maior rentabilidade é o mais vantajoso, se levarmos em conta os custos envolvidos na operação, tais como taxas de administração, corretagem e custódia e a incidência de impostos. Por isso, sempre avalie bem as opções disponíveis.

Utilizando um exemplo de renda fixa, às vezes você poderá ter diante de si duas debêntures disponíveis para compra. A primeira com rentabilidade um pouco superior, porém com incidência de imposto de renda na alíquota de 15%.

A segunda, embora com previsão do pagamento de juros menores, é uma debênture incentivada, que não tem incidência de IR. Neste caso, embora a primeira pareça mais rentável, você terá maior lucro comprando a segunda.

Percebeu a importância de analisar os custos?

5. Optar por investimentos mais seguros

Uma excelente maneira de proteger o seu patrimônio é optar por investimentos que sejam garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Letra de Câmbio (LC), etc. 

Todos esses títulos citados são garantidos pelo FGC até o valor de 250 mil reais, por titular, em uma mesma instituição financeira. Isso significa que você pode investir em várias instituições até o limite de 250 mil reais, garantindo que a totalidade de seu patrimônio não sofrerá perdas, caso alguma delas “quebre”.

6. Contar com uma consultoria financeira

Investir nem sempre é uma tarefa simples, demandando conhecimento aprofundado do mercado financeiro. Além disso, o conhecimento de matemática financeira pode fazer toda a diferença na análise do melhor investimento para você. Por isso, contar com uma consultoria financeira especializada pode fazer toda a diferença na formação de seu portfólio de investimentos.

Por mais que você busque educar-se sobre finanças, dificilmente seu conhecimento vai superar o de um profissional com formação específica na área e com anos de experiência no mercado.

Enfim, esperamos que você tenha gostado do texto e que tenha aprendido como se proteger para não perder dinheiro fazendo investimentos. Se depois de ler o texto você ainda tem alguma dúvida ou deseja dar alguma sugestão, entre em contato conosco. Até a próxima!

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