Pare um minuto e pense em algo que você realmente goste de fazer. Viajar, comer bem, estudar, dormir, ficar com os amigos ou até mesmo um hobby que, a princípio, não gere nenhuma receita ou obrigação.

Agora imagine se você pudesse se dedicar à essa atividade sem ter que se preocupar com o pagamento das dívidas no final do mês. Seria fantástico, não é mesmo? Certamente este estágio da independência financeira pode ser alcançado, mas existem outros passos até se chegar a ele.

A notícia boa, é que estes passos podem ser dados por qualquer pessoa que esteja comprometida a realizar um planejamento mínimo e a dedicar pequenos períodos em suas semanas para revisar o andamento de suas metas e estratégias de gastos, receitas e investimentos. A má notícia, que no fundo também é boa, é que você não deverá contar com golpes de sorte, como ganhar na loteria, ou com meios ilícitos para conseguir essa independência financeira, basta se planejar e ter disciplina para alcança-la.

Este post foi pensado como um guia para sua jornada em busca da independência financeira. Nele vamos entender melhor o significado da independência financeira em seus 3 principais aspectos, depois, indicaremos quais são os passos definitivos para se alcançar este sonho que parece impossível para alguns, por fim, vamos conhecer estratégias após chegar à tão desejada independência, para que nunca você nunca mais retroceda.

Não quer mais ser dependente financeiramente de alguma fonte de receita? Descubra os segredos para isso!

Para você o que é ter independência financeira?

  • É não depender de um emprego para conseguir a recorrência de suas receitas?

  • É não ter que se preocupar com as dívidas ao término de cada mês?

  • É ter investimentos suficientes que te permitam um fluxo de receitas e rendas constantes e te possibilitem se livrar do seu emprego ou até parar de trabalhar?

  • Ou é simplesmente poder manter um padrão de vida contínuo, sem aumentar seu endividamento pessoal ou familiar mesmo que sua empresa vá a falência?

Na verdade, não existe uma definição clara de o que significa independência financeira, pois cada pessoa pode ter sonhos e metas que norteiam e determinam o que é ela. No entanto, é possível definir três critérios principais de avaliação para entender se uma pessoa é de fato livre financeiramente ou se ela apenas se ilude com uma realidade que deveria ser aperfeiçoada:

Liberdade quanto à principal fonte de renda

Não importa se você recebe um salário ou um pró-labore, se sua renda principal depende de um empregador ou do desempenho de sua empresa, se ele é fixo ou se é variável, o primeiro estágio ou critério de avaliação sobre a liberdade financeira está diretamente relacionado à principal fonte de renda.

Para saber como você se encontra neste estágio basta fazer a seguinte projeção: se sua principal fonte de renda fosse extinta neste exato momento, você conseguiria pagar suas dívidas e manter seu padrão de vida por mais quantos meses sem precisar de um novo trabalho?

Esse estágio é fundamental, pois ele é o que garantirá que sua estratégia de investimento não seja comprometida, nem que seu endividamento aumente caso sua renda mensal afetada de alguma forma.

Para atingir este primeiro nível é importante ter uma reserva emergencial que permita a manutenção de seu estilo de vida num período de seis meses a um ano. Essa reserva já funcionará como investimentos, mas deverá ser alocada em títulos de renda fixa que possuam boa liquidez. Nesta etapa privilegia-se a segurança, e não os maiores rendimentos possíveis.

Você pode encontrar mais informações sobre onde colocar suas economias neste e-book: “Onde colocar minhas economias?”

Liberdade quanto às dívidas

Pare um pouco e faça o seguinte exercício:

  1. reúna em uma planilha ou em uma folha todas as dívidas que você já tem (empréstimos, financiamentos, dívidas no cartão de crédito, entre outras);

  2. agora calcule todas as dívidas fixas que você possui no período de um ano (conta de água, luz, telefone, condomínio ou aluguel, tv a cabo, gasto médio com transporte, alimentação, lazer, higiene pessoal, enfim, todos os gastos que você sabe que existirão, apesar de não serem dívidas neste exato momento);

  3. Calcule qual o valor líquido (já descontados os impostos e retenções na fonte) que você dispõe todos os meses para quitar essas dívidas;

  4. Some os valores das dívidas (item 1) com o dos gastos fixos (item 2) e depois divida pelo valor do rendimento líquido. O resultado é a quantidade de meses que você precisará trabalhar, sem realizar nem uma dívida para manter seu padrão de vida atual.

Se sua reserva financeira for igual ou maior que a coma das dívidas e gastos fixos, você pode considerar que tem uma boa saúde financeira. Caso seja inferior, reveja seu padrão de vida e procure criar uma reserva maior.

Diminuir as dívidas e gastos fixos para um percentual que represente no máximo 50% de nossos rendimentos é o que dará possibilidades de termos uma boa saúde financeira no presente e no futuro, pois com os outros 50% conseguiremos investir e gastar com itens mais ligados ao estilo e padrão de vida, como viagens, academias, salão de beleza e outros.

Liberdade quanto ao trabalho

Esse estágio é aquele que normalmente as pessoas indicam como liberdade financeira. O problema é que muitos confundem este momento com a aposentadoria.

A questão é que a maioria das pessoas não conseguirá trabalhar até os últimos dias de suas vidas e, por isso, existe a aposentadoria. No entanto, sabemos que infelizmente, para a maioria das pessoas, os ganhos com a previdência pública ou privada serão insuficientes para manter seu padrão de vida ou até para sua sobrevivência.

Ter um plano de investimentos durante a etapa da vida em que estamos mais ativos economicamente (dos 25 aos 60 anos de idade) é o que irá permitir que não dependamos da previdência pública e que nossos investimentos garantam nosso padrão de vida no futuro, mesmo que tenhamos que aumentar nossos gastos com medicamentos, plano de saúde ou hábitos alimentares, por exemplo.

Em outras palavras, este estágio só será verdadeiramente atingido quando os rendimentos de investimentos como títulos públicos, ações ou até aluguel de imóveis, permitam que a pessoa pare de trabalhar e mantenha seu estilo de vida sem alterações substanciais. E então, qual critério se aplica a sua situação atual?

Agora que você já determinou seu estágio de independência vamos falar de algumas estratégias que podem ser aplicadas para melhorar suas táticas para a obtenção da independência financeira definitiva. A primeira delas está relacionada a ganhar, guardar e reinvestir seu dinheiro.

Ainda que o objetivo seja ter independência inclusive do trabalho, no princípio será fundamental encontrar boas fontes de rendas mensais para conseguir economizar a maior quantidade de dinheiro no menor tempo possível.

Aqui valem algumas avaliações sobre seu perfil para determinar as melhores fontes. Algumas pessoas preferirão ter maior segurança ao passar em um concurso público, outros buscarão uma boa posição no mercado de trabalho que garanta um salário acima do nível da maioria dos profissionais de sua área, outros escolherão abrir um negócio próprio, ainda existirão aqueles que desejarão combinar um bom emprego com a abertura de um negócio ou com uma renda extra.

Em todos os casos, você precisará investir alguma quantia de dinheiro em cursos, pós-graduações, intercâmbios ou na abertura do negócio. A questão é avaliar em quanto tempo espera-se o retorno daquele valor e quando ele começará a aumentar realmente suas receitas. Não é difícil, por exemplo, encontrar pessoas que são mal remuneradas em seus empregos, investem em cursinhos para passar em concursos públicos, mas não conseguem ser aprovadas, neste caso o investimento está sendo perdido e talvez uma pós-graduação pudesse trazer melhores rendimentos mensais para a pessoa no mercado de trabalho.

Avalie qual é sua estratégia de obtenção de renda, como ela cobre os gastos mensais, como ela pode ser otimizada para gerar novas receitas ou diversificada e, principalmente, qual o valor que você pode economizar mensalmente para poder garantir um futuro melhor para você e sua família.

Sem essa tríade de ganho, poupança e aumento constante dos investimentos, nenhum projeto de independência financeira é possível ou viável.

Se você realizou o exercício do segundo tópico, então sabe exatamente quais são os valores de suas dívidas, o tempo que precisará para quitá-las e se suas reservas são suficientes para cobri-las. Há uma maneira adicional que pode te ajudar a acelerar os pagamentos e diminuir os riscos enquanto quita as dívidas:

Faça um ranking de dívidas baseando-se nas taxas de juros nominais que elas possuam para determinar quais delas devem ser priorizadas em caso de emergências e quais precisam ser quitadas mais rapidamente. Por exemplo, cartões de crédito possuem juros nominais entre 10 e 15% ao mês, já as contas de energia elétrica costumam ter taxas não superiores a 2% ao mês. Logo, num curtíssimo prazo seria melhor pagar o cartão de crédito que a conta de luz, com o cuidado de não deixar de pagar o serviço por 3 meses seguidos, o que poderia gerar a interrupção do serviço.

Outra estratégia é trocar dívidas com juros nominais altos que não estão sendo honradas, por empréstimos com juros menores. Por exemplo, se você não consegue quitar o valor total de sua fatura de cartão de crédito, então pensar em contratar um crédito consignado com juros inferiores a 3% pode ser uma solução para se livrar de juros superiores, o que faria com que sua capacidade de pagamento fosse reduzida.

Quanto maior seu endividamento, menor será sua independência financeira, pois maior será o montante necessário para quitar suas dívidas e manter o estilo de vida desejado. Além disso, nenhuma pessoa com dívidas consegue criar um forte hábito de poupança e reinvestimento, pois parte de sua verba já está comprometida.

As metas financeiras possuem três benefícios implícitos: 1- Elas permitem que você mantenha firme seu foco em alcançar o objetivo definido e repense seus hábitos de consumo; 2- Elas te dão diretrizes para planejar seus investimentos e gastos; 3- Elas dão maior racionalidade às decisões relacionadas ao seu estilo de vida.

Por exemplo: é comum que as pessoas ao aumentarem suas rendas, também aumentem seus gastos relacionados ao estilo de vida, como renovar o guarda-roupas, trocar de carro, reformar seus lares, frequentar lugares ou restaurantes que antes não consideravam. Ao traçar metas, esse tipo de atitude acaba sendo minimizada, pois qualquer ganho adicional passa a ser visto como uma redução do tempo necessário para a conquista do objetivo.

Por isso, determine quais são as metas financeiras que você possui para se considerar independente financeiramente (pode se basear naqueles 3 critérios que mencionamos acima). Depois trace atitudes específicas para alcança-las. Por exemplo, se você quer se livrar do endividamento com o cartão de crédito para aumentar seu potencial de investimento, então reduzir seus gastos com compras no cartão de crédito, ao mesmo tempo que quita as dívidas atuais do cartão são suas atitudes que devem andar juntas, caso contrário, por maior que seja seu esforço por quitar o cartão, novas dívidas surgiram mês a mês e impedirão que seu objetivo seja alcançado.

A principal meta para a independência financeira deve ser baseada no futuro e na resposta à seguinte pergunta: Quanto preciso ter investido para não precisar trabalhar e ainda assim manter meu estilo de vida?

Tendo essa resposta, faça um plano que combine valor que deve ser economizado mensalmente com o tempo que você ainda pensa em trabalhar para obtê-lo. E tome cuidado, pois não há mágica, somente a economia e o tempo é que poderão garantir um bom futuro para você, sem precisar de um golpe de sorte.

Depois de ter planejado e realizado a análise de seus gastos e dívidas, é hora de estabelecer alguns métodos simples de controle para evitar que os desejos e o consumo nos tirem do planejamento. Nesta etapa a adoção de simples planilhas ou de aplicativos para controle de despesas são quase que indispensáveis.

O controle das despesas passa por três tipos de atitudes: a primeira é criar um orçamento baseado naqueles gastos fixos que apuramos no segundo tópico deste e-book; a segunda atitude é registrar seus gastos; a terceira atitude, seria confrontar o que foi previsto com aquilo que foi gasto e encontrar maneiras de para evitar que o consumo cotidiano impeça que você realize investimentos constantes.

Aqui é importante ter claro que este hábito de registrar seus gastos e estabelecer metas de consumo com tetos máximos de gastos por categoria não é criado e seguido de forma simples. O mais comum é gastarmos sem nenhum tipo de controle, mas é exatamente por isso que boa parte da população não é independente financeiramente.

Ter disciplina e contar com a ajuda de uma planilha ou aplicativo para estabelecer o controle das despesas, certamente é a melhor forma para se chegar e não retroceder ao alcançar a independência financeira.

A primeira grande pergunta que você deve responder para fazer investimentos inteligentes é: qual seu perfil de investidor? Baseado nos riscos que você está disposto a assumir em busca de maior segurança ou lucro você é conservador, moderado, moderado-agressivo ou agressivo?

Que tal testar e descobrir seu perfil de investidor?

Depois de determinar seu perfil é importante analisar quais são suas metas e quando você as planejou atingir. No campo dos investimentos, tudo o que é planejado ser alcançado entre nos próximos 2 ou 3 anos, pode ser considerado curto prazo, já aquilo que está num horizonte entre 3 e 5 anos é visto como médio prazo e metas a serem alcançadas após 5 anos são de longo prazo. Investir em títulos que tenham datas de vencimento em longo prazo costuma ser mais vantajoso, mas se você irá precisar dos valores num prazo inferior a data de vencimento do título, então pode não ser adequado um investimento em títulos com prazos mais dilatados.

Procurar a ajuda de bons assessores de investimentos é uma alternativa para quem está começando a realizar investimentos. Também é possível ler um pouco mais sobre o assunto neste e-book: O guia prático para o investidor iniciante.

A última grande estratégia que irá te ajudar a conquistar a independência financeira está relacionada ao grau de conhecimento que você tem sobre sua área de atuação no mercado (seja como empregado ou como proprietário de algum empreendimento), somados ao conhecimento sobre investimentos e educação financeira.

Se você descuidar do conhecimento relacionado à sua área de atuação, em algum momento poderá perder vantagens competitivas sobre seus concorrentes e ver seus clientes (consumidores ou empregadores) pararem de optar por você.

Já adquirir conhecimentos sobre educação financeira desde básicos – como os relacionados ao tema dos títulos de renda fixa, planejamento pessoal, controle de despesas, entre outros –, até os mais avançados – por exemplo, como realizar análise técnica para investir na bolsa de valores – permitirá que seus investimentos também avancem de lucros moderados com maior segurança, para uma diversificação maior de sua carteira em busca de maiores lucros.

Nesta etapa é importante seguir algum blog, ler livros e e-books, frequentar palestras e cursos e ouvir a opinião de especialistas tentando validar com os conhecimentos que você está adquirindo se aqueles argumentos que ele está usando são aceitáveis ou não. Só tome o cuidado de escolher bem quais especialistas, blogs e materiais que irá consultar, pois a overdose de informações também tende a gerar inseguranças e estagnar nossas estratégias.

E por fim

Não depender da sorte ou de acontecimentos improváveis, bem como traçar um bom planejamento baseado em seus hábitos de consumo, em sua renda atual e em suas perspectivas de desenvolvimento futuro, além de manter um bom controle sobre o planejamento estabelecido, são as atitudes mais básicas que pessoas que estão buscando a independência financeira podem assumir.

Se você realizou os exercícios que sugerimos ao longo da leitura, certamente já possui o que é mais essencial para avançar sua jornada em busca da independência financeira: eliminar as dívidas, estabelecer um planejamento orçamentário para um consumo mais consciente, controlar as despesas, realizar investimentos e adquirir mais conhecimento sobre sua área de atuação e educação financeira. Lembre-se: Não existe mágica.

Quer fazer com que seu padrão ou estilo de vida não seja prejudicado caso você decida ou precise parar de trabalhar? Adote agora as estratégias corretas que garantem a sua independência financeira no futuro! E se você quiser receber mais indicações de leituras como essa, assine nosso newsletter e não perca nenhum dos nossos conteúdos.

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