Na hora de escolher em qual aplicação investir, algumas considerações relevantes devem ser feitas. Em primeiro lugar, é preciso definir qual é o seu perfil de investidor: qual o seu objetivo? Quanto tem para investir? Em quanto tempo quer ter um retorno?

Dependendo da resposta de cada pessoa, é possível descobrir qual aplicação combina mais com sua expectativa.

Se o seu prazo for menor, alguns investimentos são mais indicados do que outros. Ficou curioso para saber quais são essas opções? Veja aqui as 6 melhores e entenda como fazer um investimento a curto prazo!

1. Poupança

A grande vantagem da poupança é que ela age de maneira autônoma. Dessa forma, a pessoa que aplicou o dinheiro pode resgatá-lo a qualquer momento, e também colocar diferentes quantias a cada mês. Isso dá mais liberdade ao investidor, o que facilita bastante a sua vida.

Outro benefício da poupança é o seu baixíssimo risco. Além disso, ela também é isenta do Imposto de Renda! No entanto, nem tudo são flores: apesar de ser segura, ela não traz rentabilidade como alguns outros investimentos em renda fixa, por exemplo.

Tendo isso em mente, o ideal é aplicar seu dinheiro na poupança quando você tem pouco tempo hábil para fazê-lo render. Por exemplo: se vai investir R$ 1.000,00 e quer deixar essa quantia aplicada ao longo de 3 ou 4 meses, a poupança pode ser a alternativa ideal por ser extremamente fácil de gerir e manejar recursos.

2. Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Os conhecidos CDBs são extremamente populares entre aqueles investidores que desejam ter boa rentabilidade a curto prazo. Esse título de renda fixa é emitido por bancos e fica garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), em um valor até R$ 250.000,00.

Existem diferentes tipos de CDBs, com valores iniciais variados. Por exemplo, o Itaú oferece o programa Aplicação Automática Itaú, que começa na faixa de R$100,00. A média do valor inicial, em contrapartida, encontrado em outras instituições financeiras, varia de R$ 500,00 a R$ 1.000,00.

Diferentemente da poupança, há incidência de taxas e tributos sobre os CDBs. Por isso, quem deseja investir deve ficar atento aos contratos e propostas de cada agente financeiro.

3. Certificado de Depósito Interbancário (CDI)

Os CDIs são “parentes” dos CDBs, mas com uma diferença importante: esses títulos lastreiam as operações entre um banco e outro. Eles funcionam assim: todos os dias, as instituições financeiras precisam fechar com saldo positivo. Todavia, em algumas situações, isso nem sempre é possível.

Os CDIs atuam, então, como um capital emprestado para o banco, fazendo com que ele consiga atingir sua meta. E a quantia será devolvida futuramente, atrelada à taxa de juros.

Esse investimento tem prazo curtíssimo e é seguro. No cenário atual, para quem investe uma quantidade acima de R$ 5.000,00, a margem de lucro já fica maior do que a de alguns investimentos tradicionais.

4. Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

Quando se fala em investimentos em renda fixa, as LCIs são uma das primeiras alternativas a serem levantadas.

Esse título, na verdade, consiste em documentos lastreados pelo crédito imobiliário, que se dão por meio de hipotecas ou alienação fiduciária (ou seja, um acordo em que um bem imóvel é garantido como forma de pagamento para uma dívida). Quem investe em LCIs tem seu lucro baseado na devolução daquela quantia inicial, acrescida dos juros e com atualização monetária.

A taxa de juros que incide sobre esse investimento se baseia na quantidade de pessoas que aplicam em determinado LCI. E, por isso, sua rentabilidade varia. O Governo Federal, com o objetivo de incentivar o investimento nas LCIs, também tornou-as isentas do Imposto de Renda.

Nesses casos, o investimento deve ter uma quantia inicial consideravelmente mais alta: em torno de R$ 30.000,00 a R$ 50.000,00. Por outro lado, sua liquidez é alta, variando de 3 a 24 meses.

5. Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

Essa letra de crédito funciona de forma bastante similar às LCIs, mas está atrelada ao setor agrícola. Em suma, são títulos de créditos emitidos por instituições financeiras, que têm alto índice de rentabilidade. Dessa forma, o investidor estará emprestando dinheiro aos bancos que, por sua vez, repassarão o montante aos produtores rurais.

A remuneração da aplicação é feita com juros, que podem ser tanto pós ou pré-fixados.

A liquidez dessa forma de investimento é diária, e seu risco é considerado baixo, uma vez que também é garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito.) Ela não traz incidência de Imposto de renda ou IOF, o que a torna atraente para muitos investidores.

Em compensação, o valor mínimo para começar a investir nas LCAs, atualmente, está na faixa dos R$ 5.000,00.

6. Tesouro Direto

O Tesouro Direto vem aproveitando bastante popularidade nos últimos anos. Ele funciona, basicamente, como um empréstimo da pessoa para o governo federal, que devolve esse dinheiro com acréscimo de juros, baseado na taxa SELIC.

Pelo fato de a taxa de juros básica do Brasil ser alta, o investimento em questão é estimado como altamente rentável. Mas eles também funcionam a curto prazo?

A resposta é: depende. Os títulos públicos, para serem completamente reembolsados pelo governo, têm um prazo de vencimento. E esse prazo, via de regra, não é curto. Assim, para conseguir lucro com o Tesouro Direto, seria necessário vendê-lo no mercado, o que não é, necessariamente, um problema.

A questão começa a exibir contratempos quando pensamos nas variáveis daquela situação: se o mercado estiver em baixa, por exemplo, o investidor não poderá vender seus títulos por um valor alto. Ou até mesmo por um valor que cubra aquele que ele encerrou. Por essa razão, o investimento em Tesouro Direto a curto prazo é viável, desde que seja muito bem pensado — e que a pessoa acompanhe fervorosamente as tendências do mercado.

Investir a curto prazo é uma necessidade para muitas pessoas. Quem não quer ter dinheiro disponível em um curto espaço de tempo? Pensando nisso, os tipos de investimentos presentes neste texto são ótimas opções para quem se vê neste cenário! Contudo, para escolher um investimento a curto prazo, é necessário informar-se sobre o mercado, a fim de descobrir quais ações serão mais benéficas para o seu bolso.

Pesquise entre várias entidades financeiras até achar aquela que te trará mais vantagens. Se você quer saber mais sobre o assunto, veja uma comparação entre a rentabilidade da poupança e outros tipos de investimentos!