Para ter sucesso no mundo dos investimentos você precisa ter conhecimento sobre o mercado, todas as formas de aplicações disponíveis e, principalmente, evitar alguns erros cometidos pelo investidor iniciante!

Se você quer investir com segurança, alcançar seus objetivos e obter uma boa rentabilidade para seu dinheiro, então precisará conhecer quais são os riscos e benefícios que poderá obter com cada aplicação.

Tem interesse nessa área, mas ainda não começou a investir? Está iniciando esse tipo de atividade agora? Leia nosso artigo e saiba mais sobre os 10 principais erros cometidos por um investidor, a fim de sempre evitá-los!

1. Falta de conhecimento sobre si

Pode não parecer, mas saber quem você é e os pontos fortes de sua personalidade pode impactar positivamente no tipo de investimento escolhido. Isso porque existem diversas modalidades disponíveis no mercado que se adéquam a cada tipo de perfil: “conservadores”, “moderados” ou “arrojados”.

Para escolher qual é o melhor tipo de investimento você pode fazer o teste do perfil do investidor. Desta forma, será possível ser mais assertivo em suas escolhas.

2. Não ter metas

O segundo dos erros cometidos por um investidor iniciante é não definir metas ou não formalizar por escrito quais são os seus objetivos.

O simples ato de registrar a meta e pensar em como realizá-la faz a pessoa se comprometer com os resultados e se responsabilizar por atingi-la. Isso evita que o próximo desejo de compra desvie o investidor de seu foco.

Alguns exemplos de meta são:

  • Trocar de carro;
  • Ter um milhão de reais;
  • Conquistar a independência financeira;
  • Fazer uma viagem de férias.

O ideal é que esta formalização da meta seja acompanhada por um planejamento. Por exemplo, uma pessoa de 30 anos pode ter como meta obter 1 milhão de reais aos 60 anos. Ao calcular, ela descobrirá que precisará investir apenas R$ 481,60 por mês, durante 360 meses, rendendo 0,80% ao mês ou 10,03% ao ano, para obter 1 milhão de reais.

Vale lembrar que em nosso exemplo consideramos apenas o valor nominal, sem a incidência de taxas, inflação ou impostos.

3. Ausência de conhecimento sobre investimentos

Um investidor sem conhecimentos terá de contar com a sorte para ganhar dinheiro. Quem deseja ficar à mercê dela quando há montantes investidos? Ninguém.

Por esse motivo, é importante estudar o mercado e descobrir todas as possibilidades de investimentos para, somente depois, optar por aquele que esteja mais alinhado ao seu perfil de investidor e às suas metas.

Quando um bom estudo é feito, ótimas oportunidades podem ser encontradas e erros podem ser evitados. Por exemplo, muitas pessoas ainda acreditam que a poupança é o investimento mais seguro que existe — o que não é verdade. Caso você invista nela, seu dinheiro receberá uma correção menor que a da inflação, o que significa não poder comprar, no futuro, o mesmo produto que seus investimentos comprariam hoje.

Para se sentir ainda mais confiante, o investidor pode procurar o auxílio de profissionais que possam assessorá-lo quanto à escolha e gestão do investimento.

4. Autoconfiança exacerbada

Seguir instintos quando o assunto é investimento é um grande erro cometido por grande parte dos investidores, principalmente daqueles que possuem um perfil mais arrojado.

É comum que os investidores “instintivos” deixem de lado os estudos de mercado e as recomendações de profissionais do segmento financeiro para seguir uma opinião própria pouco — ou nada — fundamentada na realidade.

Acreditar que é possível controlar o mercado financeiro ou que um método individual de investimento é melhor que aqueles usados e comprovados pelos especialistas em investimentos conduz, quase fatalmente, a resultados nada agradáveis.

Por isso ser prudente e contar com o apoio de profissionais é tão importante para acertar na escolha, ganhar dinheiro e evitar erros cometidos por um investidor inexperiente!

5. Investir porque “todos estão investindo”

Este erro é conhecido como efeito manada. Ele acontece, normalmente, quando um determinado grupo resolve investir em uma ação “x”, por exemplo, porque ficou sabendo que ela se valorizará em um curto prazo.

Muitas vezes, o efeito manada ocorre sem nenhuma base analítica que comprove os boatos do mercado!

É preciso muito cuidado, análise de perfil e de risco para garantir que um determinado investimento é o adequado para você. Mesmo que, aparentemente, a indicação seja a melhor “para todo mundo”, não vale o risco pensar que seguir a massa é o melhor caminho para você também.

6. Ter pouca liquidez no início

O que acontece se sua principal fonte de receita for comprometida? Por exemplo, se você ficar desempregado, adoecer por um longo período ou simplesmente não puder trabalhar temporariamente?

Muitos investidores cometem o erro de fazer aplicações em investimentos de longo prazo e com baixa liquidez, sem terem uma reserva de emergência. Diante de adversidades, essas pessoas acabam recorrendo a empréstimos que possuem taxas de juros muito maiores que aos rendimentos de suas aplicações.

Isso seria o mesmo que alugar seu carro por R$ 50 por dia e gastar R$ 150 de táxi diariamente!

Inicialmente, prefira aplicar um montante entre 3 e 12 meses de sua média de gastos mensais em um investimento com liquidez diária. Assim, em casos extremos, você terá como utilizar seus próprios recursos para contornar a situação.

Isso não significa que você deva deixar seu dinheiro na poupança, apenas deve procurar bons investimentos com liquidez diária, como é o caso de alguns CDBs, Títulos do Tesouro Direto e Fundos de Investimentos.

7. Diversificar demais

Investir em ações, ter títulos públicos, aplicar em fundos de investimento e ainda comprar títulos da dívida de empresas (Debêntures) é uma ótima estratégia para quem já possui um bom patrimônio. No entanto, isso é um dos erros cometidos pelo investidor iniciante.

Quanto maior a diversificação com um pequeno valor para ser investido, piores serão as rentabilidades dos títulos e mais custos por operação você poderá pagar.

Um exemplo é que uma operação de compra e venda de ações geraria duas taxas de operações a serem pagas para as corretoras. Essas taxas podem variar de R$ 5 a R$ 20. Isso significa que se você comprar um lote de ações padrão, composto por 100 unidades, sendo cada uma no valor de R$ 10, você pagaria R$ 1020 apenas na operação de compra e venda, sendo mil para a aquisição das ações e R$ 20 como taxa.

Ou seja, suas ações precisam valorizar mais de 2% para serem rentáveis, caso contrário, a operação geraria prejuízo para sua carteira. Por isso, evite diversificar muito no início de seus investimentos.

8. Não diversificar

Se diversificar muito é um dos erros cometidos pelo investidor com pouco capital, não diversificar é o erro daqueles que já possuem uma boa reserva financeira e um bom patrimônio para investimento.

A diversificação busca combinar investimentos de perfil mais conservador, moderado e arrojado de forma a otimizar a rentabilidade de uma carteira, sem aumentar muito os riscos para o patrimônio da pessoa.

Não usar uma boa estratégia de diversificação é o mesmo que ver uma nota de R$ 100 no chão de uma rua deserta e ignorá-la. Ou seja, é perder dinheiro sem nenhuma explicação!

Com a ajuda de um profissional, você pode criar uma carteira de investimentos balanceada para o seu perfil de investidor.

9. Comprar ações na alta e vender na baixa

Há uma frase de Warren Buffett, um dos investidores em ações mais bem-sucedidos do mundo, que descreve a maneira correta de lidar com este tipo de investimento: “compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos”.

Segundo Buffett, se um investidor conhece o segmento de atuação de uma empresa, sabe quais são suas práticas de gestão e consegue analisar que ela terá lucro no longo prazo, então ele não deve se importar com análises de índices, gráficos ou de macroambiente. Sua ação deve ser respaldada pelo estudo da empresa e do mercado em que ela está inserida, em vez de seguir a manada e vender quando todos estão vendendo.

Apesar de ser um pouco óbvia esta indicação de Buffet, muitos investidores agem exatamente ao contrário. Quando todos estão comprando uma ação, ele compra; quando a empresa começa a se desvalorizar por causa de especulações do mercado, ele vende. Lembra-se do efeito manada?

Portanto, estude, analise seu perfil de investimento, proteja seu capital de perdas significativas e seja fiel às suas análises. Use a opinião de um profissional para respaldar sua análise.

10. Pensar apenas na rentabilidade

Não avaliar riscos, taxas administrativas, custos de operações, impostos, inflação e qualquer característica do investimento que possa comprometer de maneira “oculta” o indicativo de rentabilidade é um erro.

Todos esses “custos” devem fazer parte de uma conta para descobrir a rentabilidade real da aplicação. Com base nela é que a comparação entre investimentos fica mais próxima da realidade.

Existe um último equívoco que pode ser associado a esses erros cometidos pelos investidores iniciantes: ler sobre o assunto, sentir medo e não montar um plano de ação para começar a investir o mais rápido possível.

Contudo, nem o consideraremos em nossa lista, pois caso você cometa esse erro e não aplique seu capital, nem poderá ser considerado um investidor, não é mesmo?

Você já sabia quais os erros cometidos pelos investidores? Deixe seu comentário contando sua experiência e suas dúvidas! 

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