Como a crise política afeta a economia? No que investir nesses momentos? Crise política afeta o Tesouro Direto? Quando é hora de comprar dólares para fazer uma viagem? Essas são algumas das perguntas mais comuns dos investidores em momentos de turbulência.

Este artigo foi feito para responder a esses questionamentos, mas também para mostrar a você, investidor, como proteger investimentos durante a crise. Confira o post que preparamos e saiba mais!

Quando os ventos da política viram tempestade na economia?

A crise política abala terrivelmente a confiança das empresas e das famílias. Enquanto as primeiras seguram investimentos, as segundas deixam de gastar, iniciando um ciclo de retração em quase todos os setores. E lá vamos nós a uma verdadeira bola de neve de demissões, inadimplência e falência. Quer ver?

Os primeiros impactos são vistos no mercado financeiro: os grandes investidores, com receio de que as reformas não sejam realizadas, retiram sistematicamente capital do país, derrubando a bolsa de valores (uma má notícia política pode impor uma queda no Ibovespa de mais de 7%, em um único dia). O cenário de incertezas também pressiona (para cima) a cotação do dólar, ampliando o valor da dívida das empresas.

Esse mesmo dólar alto também aumenta o custo da produção, o que, por sua vez, gera alta da inflação. Na sequência, o aumento da inflação retarda o movimento de queda nas taxas de juros (fato que, com o aumento do desemprego, vai ajudar a elevar também as taxas de inadimplência).

Por fim, mais inadimplência significa empresas quebradas e, com isso, mais demissões! E o ciclo se repete sucessivamente. Já deu para perceber, de início, que o efeito em cadeia da forma como a crise política afeta a economia é bastante devastador, não?

Em tempos de crise, vale a pena voltar para a poupança?

Claro que…não! Até porque, no atual cenário de queda dos juros, a caderneta também é penalizada. É que sempre que a taxa Selic for igual ou menor do que 8,5% a.a., a poupança rende anualmente apenas 70% dela, mais a Taxa Referencial (TR).

Vale destacar que os analistas projetam a Selic em 7% ao final de 2017, ou seja, não vale a pena. Ademais, existem aplicações que até se beneficiam da volatilidade decorrente do choque de notícias diárias. Vamos falar um pouco mais sobre isso.

Como proteger investimentos durante a crise?

Pois bem, você já compreendeu como a crise política afeta a economia e já soube também que a poupança não é nenhum porto seguro em cenários dessa natureza. Mas falta ainda assimilar como esse efeito dominó, da política à economia, resvala em suas aplicações financeiras.

Como a crise política impacta investimentos é pergunta muito frequente nesses tempos de tsumoney; entretanto, é importante ressaltar que nem todas as aplicações são prejudicadas nessa conjuntura. Muitas, ao contrário, são favorecidas pelo caos.

No mercado de ações, alguns investidores mais experientes conseguem lucrar inclusive nas tendências de baixa ao operarem “a descoberto” (prática de vender um ativo que não se tem, esperando sua queda para comprá-lo posteriormente em valor mais baixo e lucrar com a diferença).

Outro exemplo prático: crise política afeta o Tesouro Direto? A resposta é sim, mas isso não significa necessariamente que o impacto é negativo. O terremoto de notícias que vem de Brasília diariamente pode frear a tendência de queda nas taxas de juros.

Um eventual retorno ao movimento de elevação na taxa Selic seria excelente para quem aplica em títulos públicos vinculados a esse referencial. Caso dos papéis do Tesouro Selic ou até mesmo da LCI/LCA e dos CDBs pós-fixados (muitos desses investimentos são atrelados ao CDI, um índice sempre muito próximo à Selic).

Que postura adotar diante da crise política?

Renda fixa

É quase um consenso entre especialistas no mercado financeiro que o mais adequado em momentos de turbulência é direcionar seu capital para uma carteira de investimentos formada basicamente por ativos que acompanhem a taxa de juros, caso do próprio Tesouro Selic ou dos Fundos DI (fundos que aplicam no mínimo 95% do seu patrimônio em títulos públicos atrelados à Selic).

Vale lembrar que uma eventual má notícia política não surte impactos imediatos nas aplicações ligadas à Selic, uma vez que essa taxa referencial é definida pelos membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) a cada 45 dias.

Ações

Para quem quer investir em ações, o ideal é tomar extremo cuidado com ativos de estatais (melhor aguardar a definição do cenário político) e montar posição com ações de empresas que mostrem fundamentos sólidos e excelente gestão (como alguns bancos, que vêm acumulando bons resultados mesmo diante da crise).

E por falar em setor da economia, outro segmento que vem salvando o PIB do país nos últimos anos (e que, em 2017, também tem dado show) é o agronegócio. Com o setor agropecuário crescendo impressionantes 15,2% apenas no 1º trimestre de 2017 e a perspectiva de continuidade dessa boa performance, as ações ligadas ao segmento também podem ser colocadas no radar do investidor.

Compra de dólar

Se você está pensando em comprar dólares para fazer uma viagem, o ideal é dividir a compra total em lotes semanais, a fim de obter a cotação média e reduzir os riscos dessa operação. Esse processo deve ser iniciado com pelo menos 6 meses de antecedência.

Viu que a maneira como a crise política afeta o Tesouro Direto (além da LCI, LCA, fundos de investimento e ações) é muito menos óbvia do que o senso comum costuma supor? Parafraseando um ditado chinês, “é entre os escombros que nascem as flores mais belas”. De fato, há muitos investidores lucrando nesse cenário e isso se deve a um estudo aprofundado do mercado, aliado ao acompanhamento de uma assessoria de investimentos de excelência.

Se você não sabe como proteger investimentos durante a crise, é importante ter em mente que um cenário de retração não significa encolhimento total de todos os setores. É preciso ter consciência também que é da volatilidade do mercado que advém o lucro dos investidores (especialmente daqueles que conseguem manter a sobriedade em momentos de tensão emocional nos mercados).

O recado é bem simples: muita riqueza é construída a partir de decisões financeiras sábias tomadas durante crise política ou econômica. O jogo de xadrez do mercado exige, no entanto, muito estudo sobre como cada ativo se comporta com a mudança de fatores macroeconômicos (como citamos acima) e, é claro, orientação especializada.

A propósito, quais as estratégias que você tem adotado neste período de crise? Como ficou a composição de sua carteira de investimentos? Os resultados estão dentro de suas expectativas? Deixe seu comentário no post e compartilhe suas dúvidas e considerações!

Saiba mais:

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