Poucas vitórias pessoais são tão gratificantes quanto conseguir juntar dinheiro. Afinal, em tempos de crise, conseguir manter um saldo positivo na sua conta e mesmo poupar uma quantia razoável não é tarefa fácil.

No entanto, apenas economizar o seu próprio dinheiro não basta: é preciso saber aplicá-lo em investimentos seguros e com bons retornos, para que a quantia que você conseguiu reunir com muito trabalho e dedicação não se desvalorize com o passar do tempo.

O problema é que muita gente acredita que os únicos investimentos seguros são aqueles indicados pelo gerente do banco a quem tem uma conta corrente. Mas você sabia que existem alternativas para investir além da sua agência bancária e obter muito mais rentabilidade e liquidez, sem abrir mão da segurança?

Neste artigo, vamos mostrar como fazer investimento fora do banco, por meio de uma corretora independente, pode ser uma excelente ideia. Confira!

O que os bancos oferecem

Você quer ter liquidez para contar com um bom colchão de emergência e conseguir dispor do seu dinheiro sempre que possível? Então existe uma possibilidade gigantesca do gerente do seu banco indicar um investimento clássico: a caderneta de poupança.

O problema é que a poupança pode não ser uma alternativa tão boa assim. Isso acontece porque ela não rende mais de 8% ao ano, enquanto a taxa de juros SELIC não cai há um bom tempo (12%). Ou seja: a poupança, grosso modo, dará prejuízo.

Quando falamos em investimentos em longo prazo, em especial com olhos na aposentadoria, os bancos tendem a oferecer um plano de previdência Vida Gerador de Benefício Livre, o VGBL.

No entanto, essa aplicação não é ideal para todos (é preciso analisar se o investidor precisa planejar sua sucessão e se quer uma renda vitalícia) e, ainda, apresenta taxas de administração que podem não ser convidativas. Além disso, o carregamento dos fundos pode comprometer parte grande do seu investimento.

O que há além: investimento fora do banco

Há uma série de investimentos que podem ser feitos por meio de uma corretora independente e trazem bons retornos sem abrir mão da segurança.

Em entrevista para a revista Infomoney, especialistas em finanças apontam que as assessorias de investimentos permitem diversificar a aplicação do dinheiro, garantindo o melhor rendimento do mercado.

O seu gerente não vai procurar com outros bancos um plano de investimentos melhor para você. Ele precisa cumprir metas e vai te vender o produto pela necessidade de aumentar as vendas.

Outro ponto destacado por especialistas é sobre os planos de rentabilidade em longo prazo. Além de praticarem taxas maiores do que as da corretora, se o dinheiro for retirado antes do prazo, o cliente perde grande parte dos investimentos.

Investir fora dos bancos pode fazer a diferença no seu rendimento e não é, de forma alguma, um negócio perigoso: afinal, ações e títulos públicos ficam sempre no nome do investidor e não serão perdidos mesmo que a corretora vá à falência.

Investimentos em renda fixa, como CDB, LCI e LCA possuem a proteção do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito, até o valor de R$ 250 mil. Portanto, vale a pena pesquisar os produtos oferecidos por corretoras e compará-los com os dos grandes bancos.

Vamos conhecer mais sobre os tipos de investimentos fora do banco que podem fazer muito mais pelo seu dinheiro? Acompanhe:

Títulos públicos (Tesouro Direto)

Um dos exemplos é a compra de títulos públicos. Eles têm rentabilidade muito maior do que a poupança (já que são regulados pela taxa SELIC) e excelente liquidez, além de segurança suficiente — afinal, o credor é o próprio Tesouro, o melhor do Brasil.

Esse tipo de investimento também pode ser feito em bancos, mas estes costumam cobrar uma taxa de administração entre 0,4% e 0,5% ao ano, enquanto nas corretoras independentes essa mesma taxa não costuma passar de 0,2% e, por vezes, nem é aplicada, devido à facilidade da operação. Trata-se de um valor que parece pequeno, mas fará diferença ao longo prazo.

Existem dois tipos de títulos públicos: o pós-fixado, que rende através de índice mais juros, e o pré-fixado, que tem rentabilidade fixa. Antes de escolher algum deles, é importante fazer uma análise do cenário econômico nacional, avaliando o indicador e a forma de pagamento de juros para escolher o que melhor vai atender aos seus objetivos.

Se você negociar o resgate antes do tempo estipulado, o preço sofrerá alteração das taxas de juros e de oscilação do mercado, correndo o risco de desvalorização.

É essencial conferir também as tributações. Os impostos no caso dos títulos públicos são IOF e o imposto de renda, cobrado conforme tabela decrescente, de acordo com o tempo de aplicação. Confira alguns títulos públicos interessantes para se investir fora do banco:

LFT (Letras Financeira do Tesouro)

Totalmente atrelado à Selic, é um título pós-fixado que não exige pagamento de cupom. Sofre alterações pelas decisões do governo sobre a inflação, mas seu rendimento é garantido até mesmo pela possibilidade de emissão de papel moeda para pagamento de credores.

NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B)

Também é um título pós-fixado, mas indexado pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) e acrescido de taxa de juros definida no momento da aquisição. Apesar de também estar vulnerável à inflação, esse título não rende o mesmo que esse medidor.

NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F)

Possuem rendimentos pré-fixados e pagamentos de juros semestrais, porém o título não pode ser negociado antes do vencimento.

Fundos de investimento

Existem outros bons produtos, como fundos de investimento, que são mais vantajosos quando feitos com uma corretora independente. Novamente, o diferencial está na taxa de administração (que não passa de 0,5% ao ano).

Além disso, as corretoras aceitam aplicação inicial melhor (em geral, de R$ 5 mil). Já em grandes bancos, a taxa de pode chegar a 0,7% ao ano para aplicações mínimas abaixo de R$ 10 mil.

Você pode optar por fundos de curto prazo, referenciados, renda fixa e ações. Veja rapidamente como funcionam:

Curto prazo

É indexado aos índices CDI/Selic e possui alta liquidez, o que significa que a rentabilidade é diária. São indicados para quem quer investir por conta própria.

Sua tributação é feita no imposto de renda, à taxa de 22,5% sobre o lucro para aplicações com até 180 dias. Acima desse período, é cobrado 20% e IOF.

Fundos Referenciados

Investe em ativos com prazo, rentabilidade e risco mais elevados. O percentual de juros e o período mínimo são os mesmos dos fundos de curto prazo — 22,5%. Esse valor, porém, vai diminuindo conforme o prazo vai aumentando, incentivando investimentos mais duradouros.

Renda Fixa

Nessa modalidade, valor e prazo são pré-determinados. São considerados investimentos de maior risco, pois podem ser formados por outros títulos. 80% de seus ativos devem ser de títulos públicos ou de baixo risco, para garantir a rentabilidade.

Fundo de ações

Aplicado em ações de empresas e indexado ao índice da bolsa de valores. É considerado de alto risco, mas de alta rentabilidade, recomendável para investimentos acima de 10 anos.

LCI e LCA

As letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) são rendas fixas baseadas nas operações desses mercados. A maior vantagem da modalidade é a isenção de IOF e IR, porém é preciso maior tempo de investimento e valores iniciais mais elevados. 

Os bancos oferecem somente os títulos próprios, emitidos por ele mesmo, sem variedade de mercado, o que pode ser um grande prejuízo para o investidor. Segundo levantamento do site Bons Investimentos, a taxa de remuneração das corretoras pelo CDI é, em média, 12% maior do que a dos bancos.

Ações

Com renda variável, investir em ações pelo banco pode parecer cômodo e tranquilo, porém é um conforto que pode sair muito caro. Para a corretagem, o banco se baseia na tabela Bovespa, de acordo com o percentual negociado. Já na corretora independente, essa taxa é fixa.

Segundo pesquisa da XP Investimentos, é possível economizar até 1% ao ano em taxas quando se opta por investir fora de bancos. No caso das ações, você ainda pode contar com ferramentas, como o home-broker, que auxiliam na hora de investir.

Contudo, são necessários alguns cuidados. Um bom investimento exige do investidor transferências a cada operação. Também é preciso ficar de olho nas variações de preço e traçar uma estratégia rentável, já que essa é uma aplicação bastante variável.

Não se esqueça de conferir os fatores de prazo e juros, de acordo com suas necessidades de retorno financeiro. Mais uma vez: as agências financeiras podem oferecer mais possibilidades e menores taxas.

Letras de Câmbio

Possuem uma rentabilidade muito maior do que os CDB’s praticados pelo banco e também contam com a garantia do FGC de até R$ 250 mil.

Com as LCs, você empresta dinheiro às financeiras e seus rendimentos são indexados pela taxa DI, a mesma praticada pelos bancos quando emprestam dinheiro entre si.

Debêntures

É a aplicação feita diretamente com empresas que precisam de investimentos para custear suas operações. É conhecida por ter alto rendimento e riscos elevados, porém fáceis de identificar, graças às agências de classificação que divulgam o grau de risco das empresas.

Possui renda fixa ou atrelada a indicadores (como Selic e CDI) e exige prazos de aplicações mais elevados, não sendo recomendado para quem precisa de liquidez.

Apesar de não ter garantia, a classificação das empresas em um ranking de risco serve como direcionamento caso a rentabilidade oferecida seja atrativa.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário é muito famoso em grandes bancos por se assemelhar à poupança e ser um produto muito lucrativo para a instituição, já que pega seu dinheiro emprestado a uma taxa razoável e empresta a juros muito maiores para outra pessoa física.

Mais uma vez, a vantagem da corretora gira em torno de sua diversidade de aplicações. Como as agências precisam atrair investidores, oferecem rendimentos mais vantajosos indexados ao CDI, chegando a valores como 121% em suas opções.

Por ser um produto com muita variedade no mercado, é importante ressaltar que na corretora você consegue fazer as comparações necessárias para não perder dinheiro, sempre se lembrando da garantia oferecida pelo FGC.

Outra vantagem da assessoria independente é que o valor pago pelo banco sofre constantes alterações de demanda devido aos calotes e às necessidades do mercado e da economia. A assessoria permite avaliar a atual situação e migrar para outro banco se for necessário, não se prendendo à conta corrente.

Tirou suas dúvidas sobre investimento fora do banco? As opções e as vantagens são muitas, não é mesmo? Para que você escolha a melhor alternativa e faça o seu dinheiro render, preparamos um artigo sobre a diversificação de investimentos. Confira!

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