por Felipe Guerra*

 

Como já é sabido, a crise brasileira deixou de ser uma hipótese e figura-se como um fato. Os anos de 2015 e 2016 foram o pior biênio da história em termos de crescimento econômico da história brasileira, com quedas de 3,8% e 3,6%, respectivamente. Superaram os desempenhos negativos de 1930, com queda de 2,1% e de 1931, com queda de 3,3%.

Alguns membros da equipe econômica do governo Dilma referiam-se à crise internacional como um dos fatores responsáveis pelo péssimo resultado brasileiro. No entanto, comparando os períodos, Brasil/mundo, a década de 1930 é marcada por ser o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX, enquanto que a taxa de crescimento médio mundial entre 2011 e 2016 foi de 3,4%. Não podemos colocar o peso da crise brasileira nas costas dos outros.

O cenário atual

Recentemente, o analista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, esteve em Porto Alegre, Caxias do Sul e São Paulo apresentando, no seu ponto de vista, quais seriam os principais desafios do governo Temer para tirar as amarras da economia brasileira e fazer nosso crescimento voltar ao campo positivo.

Além da questão da redução dos gastos do governo federal, ponto pacífico entre os economistas, ele focou em diversas reformas que visam uma maior eficiência das empresas e dos trabalhadores. Dentre os pontos de maior destaque – e que já estão sendo discutidos entre executivo e legislativo – estão a mudança na regra de partilha no setor de óleo e gás, retomando o regime de concessões, o reajuste dos preços dos combustíveis com base nos preços de mercado, a flexibilização das regras trabalhistas, buscando atualizar relações de trabalho e a reforma da Previdência.

Início do fim da crise brasileira?

Apenas a sinalização de que mudanças estavam ocorrendo na maneira como a economia seria tratada pela equipe econômica, fizeram o risco país passar de quase 550 pontos em outubro de 2015 para patamares abaixo de 250 pontos em março de 2017, importante indicador que sinaliza o apetite do investidor internacional em trazer seus recursos para o Brasil.

Existem inúmeras outras medidas que poderiam ser tomadas para ajudar na recuperação econômica do país, estas são as primeiras e, infelizmente, não possuem efeito imediato em variáveis como produção industrial, emprego e renda, porém são necessárias para um processo de recuperação que seja consistente e de longo prazo.

Qual é a sua opinião sobre a crise brasileira, sua repercussão e possível reversão? Participe deixando seu comentário abaixo desse post!

 

*Felipe Guerra é bacharel em Economia e assessor de investimentos na Messem

 

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