Por Augusto Becker Santa Catharina*

Principalmente em períodos de instabilidade econômica, uma das principais preocupações do assessor de investimentos é entregar ao investidor proteção e preservação de capital, sem abrir mão da rentabilidade. Mensurar qual a melhor forma de diversificação de acordo com o perfil do investidor torna-se determinante para a eficiência de resultados. Essa preocupação é decorrente do aumento contínuo no número de investidores a procura de investimentos com rentabilidade garantida, como os produtos de renda fixa.

Buscando esclarecer de que forma o assessor trabalha, a fim de melhor assegurar os investimentos, este post apresentará uma sugestão de alocação protecionista, principalmente direcionada a dois dos principais indicadores econômicos, inflação e taxa de juros, já que esses influenciam diretamente parte das rentabilidades dos produtos financeiros.

Indicadores: Inflação e taxa de juros

Inflação

Podemos definir inflação como sendo o aumento continuado e generalizado dos preços de bens e serviços que por consequência conduz a uma queda acentuada no poder de compra dos poupadores, uma vez que os rendimentos salariais não acompanham esta variação positiva dos preços. Dentre os principais exemplos causadores de inflação, podemos citar os preços administrados como a energia elétrica, combustível e plano de saúde.

Taxa de Juros

A taxa de juros é a principal ferramenta utilizada pelo BACEN para interferir no desenvolvimento da economia, na forma de contração ou estimulo. Como forma de contrair a economia, a taxa básica de juros é elevada, aumentando o custo primário do dinheiro. Assim como, para estimular a economia, é reduzida a fim de baratear esse custo e facilitar acesso ao crédito.

Como diversificar a carteira a partir desses indicadores?

Para exemplificar uma composição de uma carteira de investimentos protecionista, suponhamos que essa carteira seja diversificada em três produtos, sendo dois deles atrelados a taxa de juros e um deles atrelado a inflação.

No caso da taxa de juros, imaginamos que o investidor componha a sua carteira com dois investimentos distintos, sendo um CDB prefixado de 18% ao ano, ou seja, ao contratar a taxa o investidor sabe exatamente a rentabilidade que terá ao final do período. Portanto, mesmo se a taxa de juros do mercado (SELIC) oscilar para cima ou para baixo, o investidor receberá sempre a taxa contratada de 18% ao ano.

O segundo investimento, supomos uma aplicação atrelada a taxa de juros na forma pós-fixada, em que o investidor receberá 120% do CDI (atualmente 14,14% ao ano). Dessa forma, o investidor desconhece qual será a rentabilidade ao final do período, uma vez que, caso a taxa de juros CDI venha a oscilar, essa aplicação irá acompanhar para cima ou para baixo, sempre entregando rentabilidade de 120% sob a mesma.

No caso de investimento atrelado a inflação, podemos considerar um título do tesouro, ao exemplo do Tesouro IPCA +, que dentre seus variados vencimentos disponibilizados chega a entregar ao investidor rentabilidade de IPCA + 7%. O que isso significa? Significa que o investidor está contratando um produto financeiro que irá corrigir seu capital pelo índice da inflação e ainda lhe entregar uma rentabilidade real de 7% ao ano. Ou seja, caso a inflação oscile para cima ou para baixo, a aplicação financeira irá sempre proteger o investidor.

Essa sugestão de divisão dentro de uma carteira de investimentos que apresentei permite, ao investidor menor exposição ao risco de mercado, justamente por estes ativos elencados acompanharem o movimento das oscilações destes indicadores. Esses ativos se complementam, criando uma espécie de gangorra que mantem o equilíbrio da carteira do investidor.

Considerando que agora você já sabe um pouco mais sobre formas de diversificar uma carteira de investimentos, o próximo passo é entender qual a dosagem ideal de cada produto financeiro para cada perfil de investidor.

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*Augusto Becker Santa Catharina atua no mercado financeiro como assessor de investimentos e integra a equipe de especialistas da Messem Investimentos Financeiros.

A Messem Investimentos é responsável pelo atendimento a investidores e é uma empresa parceira da Messem Educação Financeira.

 

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