Por Fábio Figueiredo*

A maior parte das pessoas quando avalia a possibilidade de alocar um percentual de seus recursos em ações, avalia essa alternativa, fazendo um questionando inapropriado:

 

Quanto eu posso ganhar?

 

No entanto, a primeira pergunta que precisa ser respondida ao se investir em mercados com volatilidade alta é:

 

Qual é o risco desse investimento?

 

E minha pergunta para você: você sabe calcular o risco da sua carteira de ações? É sobre isso que falaremos nesse artigo.

 

O que é risco

Risco é possibilidade de não se obter um determinado risco.

No mercado financeiro, medimos o risco dos ativos através da Volatilidade Histórica (existem outras formas mais complexas) que é simplesmente o desvio padrão dos retornos multiplicado pela raiz do tempo. Ficou complicado? Calma. O desvio padrão é simplesmente uma medida de quanto os retornos na média, se afastam da sua média. Quanto maior esse afastamento da média, maior o risco. Simples, né?

Veja a volatilidade do ìndice Ibovespa, por exemplo. A volatilidade histórica anualizada dos últimos 20 dias é de 15%. Bastante baixa conforme você pode ver no gráfico abaixo dos últimos 20 anos:

vol

 

Compare com a volatilidade história da USIM5, ações da Usiminas. Atualmente a volatilidade é de 72,26%! Risco seis vezes superior ao do índice.

VOL USIM

 

Você poderá calcular a volatilidade e visualizar o gráfico das diferentes ações aqui nessa planilha (precisará ter o histórico de cotações para que a planilha calcule).

Caso não queira ter esse trabalho, verifique a volatilidade atual aqui.

 

Risco de uma carteira de ações

 

E se eu te dissesse que existe um método que calcula qual a chance da sua carteira, ou alguma ação, oferecer um retorno negativo?

O método Var (value at risk ou valor em risco) faz esse trabalho. Mensura a perda esperada de um portfólio dado um intervalo de confiança.

Vamos considerar a seguinte carteira de ações:

casrteira

Com esse desempenho nos últimos 12 meses

 

casrteira

 

Baseado na média dos retornos e dos desvios diários dos últimos 252 pregões, conseguimos chegar aos seguintes valores:

 

Capturar 

 

Ou seja, baseado na metodologia do VAR a carteira acima possui 1% de chances (99% de confiança) de oferecer um retorno menor de 6,69%. O que de R$ 100.000,00, logicamente, representa R$ 6.690,00.

 

Críticas ao modelo

Você agora pode estar se questionando: “hmm, interessante, então agora eu posso estimar, baseado na volatilidade da minha carteira qual é o meu risco máximo”.

Isso precisa ser corrigido. Através do VAR você pode ESTIMAR o risco máximo esperado.

Pois aqueles valores calculados pelo Var respeitam um curva de distribuição normal (lembra dela nas aulas de estatística?). 

Capturar

 

O problema é que os retornos financeiros não respeitam essa curva. Pois o futuro nem sempre, ou quase nunca, é igual ao passado.

E isso acontece porque existem os risco “Desconhecidos desconhecidos” (unknown unknowns), ou seja, aqueles eventos que sequer imaginamos que possam existir e impactar nossa carteira que não são levados em conta, em nenhum modelo matemático. A queda das Torres Gêmeas em 2001 é um exemplo desse tipo de risco.

 

E agora?

É importante conhecer os métodos tradicionais de cálculo de risco, mas mais importante ainda, é saber onde mora a sua ineficiência. Pensando nisso, desenhei uma metodologia para definir o que chamo de “Capital ótimo em Risco”. Apresento ela em detalhes no curso: Como Controlar Risco Nas Operações em Bolsa, disponível gratuitamente na Messem no Alvo, empresa do Grupo Messem, com um ambiente para treinamentos, acompanhamento de pregão ao vivo, podcasts e muito mais.

Te espero lá.

Fábio Figueiredo/Vlad

Analista CNPI-T