Saber o que é CDI e a influência que essa pequena sigla possui no mundo dos investimentos financeiros pode fazer toda a diferença na escolha de uma aplicação. Ela é utilizada para designar o termo Certificado de Depósito Interbancário, um conceito bastante presente nesse meio.

Apesar de ser um termo muito mencionado no âmbito financeiro, a sigla ainda gera muita confusão na mente dos investidores iniciantes, que chegam até a confundir o termo com uma modalidade de investimentos, o CDB.

Além de conhecer o conceito, é bom saber quando o CDI poderá ser utilizado e qual a sua relação com os investimentos existentes no país. Neste artigo, nosso objetivo é sanar as principais dúvidas sobre esse termo. Confira!

O que é CDI?

Antes de mais nada, você precisa entender que o CDI não é uma modalidade de investimentos propriamente dita, mas sim um indexador muito utilizado em aplicações financeiras.

O Certificado de Depósito Interbancário é, basicamente, um título emitido pelas instituições financeiras, que precisam transferir recursos entre elas com o objetivo de suprir as necessidades de caixa existentes ao fim do dia.

Funciona da seguinte forma: as regras do Banco Central determinam que as instituições financeiras não podem fechar o dia “no vermelho”. Além disso, essas empresas têm depósitos compulsórios a cumprir, uma medida adotada para controlar a quantidade de dinheiro em circulação.

No entanto, quando é feito o somatório de todas as movimentações realizadas — cheques descontados, DOCs, TEDs, e pagamentos diversos — algumas instituições bancárias podem ficar com um saldo de caixa negativo, enquanto em outras o resultado é positivo.

Assim, para que a conta feche e a determinação seja cumprida, os bancos que encerraram o dia com saldos remanescentes emprestam esse dinheiro para aqueles que estão precisando de recursos, recebendo juros por isso. O CDI é o título emitido para realizar essa operação de crédito entre as empresas.

A média dos juros praticados nesses empréstimos de um dia é a origem da taxa DI. Muitas vezes, principalmente quando falamos de investimentos, essa taxa também é chamada de CDI.

Qual a relação entre o CDI e a SELIC?

Na verdade, não existe uma relação intrínseca entre o CDI e a taxa SELIC. O que existe é uma forte correlação entre os percentuais apurados nos dois indexadores.

Se você analisar um gráfico contendo a evolução de ambos nos últimos anos, dificilmente perceberá alguma diferença visual, pois essas duas taxas de juros caminham sempre muito próximas. Para se ter uma ideia, o maior descolamento entre as duas em anos recentes foi em 2013, quando chegou a 0,17% ao ano.

Para entender a diferença entre o CDI e a SELIC, basta saber que o primeiro é um indexador para títulos privados como a LCI, LCA, CDB entre outros, e o segundo, utilizado em títulos públicos, como aqueles negociados no Tesouro Direto.

Além disso, nós podemos utilizar a SELIC para comparar a viabilidade de uma aplicação em um dos exemplos que citamos.

A SELIC é considerada a taxa básica de juros da economia brasileira, pois determina a remuneração dos títulos públicos, o investimento de menor risco na economia. 

Sendo assim, quando uma aplicação financeira remunera em um percentual abaixo dela, podemos afirmar que a rentabilidade desse investimento é inferior à base comumente encontrada em outras modalidades.

O ideal é que você busque por aplicações que remunerem pela taxa básica ou acima dela. Ainda neste artigo, você entenderá melhor essa relação com a aplicação do CDI em um exemplo prático. Continue lendo!

Qual a utilização do CDI?

Entendida a atuação do CDI no ambiente bancário, é importante saber como ele funciona na prática dos investimentos.

O termo representa uma taxa base, que serve como referência para que um investidor possa avaliar a rentabilidade de um investimento. É como se fosse uma meta a ser batida ou ultrapassada.

Além disso, o CDI é usado como base de cálculo para determinadas aplicações em renda fixa. Suponhamos que determinado investimento remunere em 80% do CDI. Em função das operações de empréstimos entre os bancos, essa taxa foi apurada em 12,13% ao ano. Sendo assim, o rendimento bruto dessa aplicação financeira será de 9,7% ao ano, ou seja: 80% de 12,13%.

Quais investimentos utilizam o CDI?

Como dissemos, existem vários investimentos de renda fixa que usam o CDI para calcular sua rentabilidade. Os principais são:

De fato, a maioria dos investimentos de renda fixa, como são chamados aqueles que têm regras de remuneração definidas, utiliza o CDI como base. No entanto, é fundamental ter certo grau de atenção com os rendimentos específicos de cada operação.

Por exemplo, podem existir casos em que o CDB de um grande banco pague um percentual abaixo do correspondente a 100% do CDI, enquanto outra instituição de médio porte pague acima de 100% no mesmo tipo de aplicação, como forma de atrair investidores e obter recursos.

Assim, podemos afirmar que o ideal é que o investimento remunere o mais próximo possível ou acima dos 100% do indexador. Isso garantirá uma melhor rentabilidade e um retorno semelhante ou superior à taxa básica de juros da economia, a SELIC.

Quais investimentos superam o CDI?

Assim como existem aplicações financeiras que remuneram abaixo do CDI ou que simplesmente o acompanham, existem aquelas que tentam superar o indexador. Um exemplo são os fundos multimercados.

Como o seu próprio nome sugere, esse veículo de investimento atua em diferentes mercados e suas políticas de investimento envolvem diversos tipos de ativos financeiros, sem a obrigatoriedade de concentrar recursos em qualquer um deles.

Dessa forma, essas aplicações têm plena liberdade para combinar ações, cotas de fundos cambiais, títulos públicos, entre outros.

No entanto, eles costumam ter uma volatilidade muito alta. Isso quer dizer que podem existir períodos em que a rentabilidade dessas aplicações seja muito baixa ou até mesmo negativa.

Essa, inclusive, é uma das regras que balizam os investimentos: para conseguir retornos maiores, é necessário correr mais riscos.

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