É normal que quem tem um dinheirinho guardado e está pensando em investir tenha medo de meter os pés pelas mãos e perder dinheiro. Afinal, ninguém deseja fracassar na escolha do investimento e perder o patrimônio conquistado com tanto trabalho e suor, não é mesmo?

Você sabe o que faz com que essas situações de perda sejam comuns? Uma das principais razões é a tão falada não diversificação da carteira de investimentos. A não ser que você seja um especialista nato em um determinado mercado, investir todas as suas economias em um só lugar é altamente arriscado — pois, caso algo dê errado ou saia do planejado, os prejuízos serão imensos.

É como aquele velho ditado: nunca coloque todos os ovos na mesma cesta, pois caso ela caia, ao menos você terá salvado alguns. Portanto, diversificar a carteira de investimentos dilui bastante os riscos, além de deixar você aberto a diversas oportunidades de ganho financeiro, garantir segurança para a carteira em momentos de crise e proporcionar uma rentabilidade acima da média em momentos de alta.

Diversificar é a chave para fazer seus investimentos renderem. Além disso, com essa variedade, o investidor pode usufruir de todos os cenários econômicos positivos. Por exemplo, se os juros estiverem em alta, é uma boa investir em títulos relacionados à taxa SELIC (o apontador básico dos juros na economia brasileira).

Por outro lado, se a inflação tende a crescer, títulos pós-fixados pelo IPC-A podem ser uma ótima opção! O negócio é ficar de olho para perceber quais são as tendências do mercado.

Veja como montar uma carteira de investimentos diversificada

Vamos começar pelo básico do básico: como se monta uma carteira de investimentos. O primeiro passo é saber para que ela é feita: para aumentar e proteger o patrimônio do investidor.

Parece óbvio, não é? No entanto, muita gente se esquece do último item deste conceito, e acaba aplicando todas as suas economias em investimentos de alto risco, sem o devido conhecimento na área. Com isso, muitas vezes, a pessoa acaba perdendo todas as suas economias. Para que isso não ocorra, o ideal é variar os setores de investimento.

A diversificação da carteira, então, deve ser feita com investimentos que têm baixa relação entre si. A ideia é simples: se, por alguma razão um determinado investimento sofrer uma brusca queda, as outras ações não serão afetadas.

Em outras palavras, o investidor que perdeu dinheiro em um investimento pode recuperar essa quantia (ou até mais) graças a outra aplicação em sua carteira. Cuidado: ter vários investimentos em uma carteira não quer dizer, necessariamente, que ela seja variada. O que caracteriza esta diversificação, na verdade, são as diferentes categorias de investimentos.

Como essa é uma tarefa que exige atenção e certo conhecimento, contar com o auxílio de um assessor de investimentos também é imprescindível para investir em ações. Esse profissional proporcionará a você um atendimento exclusivo e personalizado, levando em consideração suas economias e expectativas de retorno, para, assim, montar uma boa carteira de investimentos.

Saiba como diversificar os fundos

Ótimo! Agora você já sabe a importância de não aplicar todo o seu dinheiro em um determinada título. Quer saber agora como conseguir essa diversidade na cartela de investimentos?

Existem três grandes categorias de investimentos — os de renda fixa, renda variável e fundos de multimercado —, que podem ser divididas em outros subgrupos. O ideal é possuir investimentos em, pelo menos, duas dessas categorias.

Que tal descobrir 10 formas de diversificar a sua carteira de investimentos para ficar mais seguro e tranquilo? Confira!

1. Fundos DI

Se você é um investidor de perfil mais conservador, os fundos DI podem ser uma boa opção. Eles rentabilizam os investimentos de acordo com as taxas de juros vigentes e são de grande liquidez.

Porém, use-os com certa parcimônia, uma vez que existem outros fundos de renda fixa com rendimento superior. Invista neles apenas a quantia de um fundo de emergência, por exemplo, já que o dinheiro pode ser sacado do fundo a qualquer momento.

2. CDBs

Os Certificados de Depósito Bancário também são investimentos de renda fixa bastante seguros. Eles podem ser razoavelmente rentáveis — geralmente mais do que os Fundos DI —, principalmente se você conseguir taxas de administração amigáveis.

A liquidez do CDB é menor, porém. Ou seja, você não poderá resgatar o dinheiro antes de um período pré-determinado em contrato.

3. Tesouro Selic

Este é um dos investimentos mais indicados nos últimos tempos, devido ao seu baixo risco e margem considerável de rendimento. Esse investimento consiste na compra de títulos do governo que, assim como os Fundos DI e os CDBs, acompanham a taxa de juros vigente.

Além de serem seguros (o governo é considerado um bom pagador), o Tesouro Selic tem liquidez diária e você pode começar investindo valores bem baixos (em torno de R$ 30).

4. LCIs (Letras de Crédito Imobiliário)

Queridinho dos investidores de perfil conservador nos últimos anos, o LCI é um investimento de renda fixa que possui a grande vantagem de estar isento de cobrança de imposto de renda (IR).

Isso melhora de maneira significativa a rentabilidade do investimento. A desvantagem do LCI está na baixa liquidez e na exigência de aportes de capital inicial um pouco maiores (a partir de R$ 10 mil, geralmente).

5. LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio)

Assim como os LCIs, os LCAs ganharam bastante espaço na carteira de investimentos de diversas pessoas nos últimos tempos. O LCA possui exatamente as mesmas regras do LCI.

A única diferença está na destinação dada aos investimentos: enquanto o dinheiro aplicado em LCI vai para o financiamento do setor imobiliário brasileiro, o capital proveniente do LCA é destinado ao desenvolvimento do setor do agronegócio.

6. Tesouro IPCA

Diferentemente dos investimentos citados acima, o Tesouro IPCA não está atrelado às taxas de juros, e sim à inflação (IPCA). Soma-se a ela uma porcentagem de juros pré-fixada, o que torna o Tesouro IPCA um investimento do tipo misto — ele também é isento de IR e possui uma liquidez alta.

A grande sacada aqui é que esse é um investimento um pouco mais arriscado. Os preços oscilam diariamente. Assim, você pode optar por esperar o prazo de vencimento, recebendo o dinheiro investido corrigido pela inflação somado à porcentagem do cupom de juros — o que sempre gera retornos acima da inflação —, ou vender o título no meio do caminho, principalmente se o preço oscilar de maneira significativa para cima.

7. Fundos multimercado

Esse tipo de investimento sai da categoria renda fixa e, por isso, traz um pouco mais de risco ao investidor. Dentro dessa categoria existem diferentes tipos de fundos, com diferentes níveis de risco e rentabilidade.

Caso você seja leigo no assunto ou não tenha expertise suficiente, uma consulta com um bom assessor de investimentos é a melhor opção quando você deseja investir em fundos multimercado. A melhor estratégia para definir onde investir, geralmente, é realizar uma análise dos melhores fundos dos anos anteriores e como os mesmos se comportaram em momentos de crise.

8. Fundos imobiliários

Entrando na categoria renda variável, os fundos imobiliários são um mercado relativamente novo no Brasil. Investindo nessa categoria você se torna dono de porcentagens de algum imóvel, ou de um conjunto de imóveis, e recebe rendimentos proporcionais gerados pelos aluguéis recebidos.

Uma grande vantagem desse tipo de investimento é que ele também é isento de IR. A variação dentro dos fundos imobiliários, que o coloca na categoria de investimentos de renda variável, está no valor dos aluguéis recebidos, que podem subir ou cair — além do fato de que, por serem negociados na bolsa, obedecem à lei da oferta e da procura.

9. Ações

Apesar de muitos investidores serem extremamente temerosos de investir na Bolsa de Valores, esse pode ser o investimento mais rentável de todos e pode fazer você multiplicar seu patrimônio em um espaço de tempo muito menor. Por isso, ter uma parcela, mesmo que pequena, de sua carteira de investimentos nessa opção é uma excelente ideia.

Entretanto, as ações são investimentos para serem pensados a longo prazo, fazendo apenas movimentos táticos na carteira ao longo do tempo, conforme as oscilações do mercado. Isso quer dizer vender ações que se valorizaram e comprar ações baratas, mas que possuem potencial para subir.

10. Previdência

Esse é outro investimento para ser feito visando ao longo prazo. Tais investimentos são tomados levando em consideração grandes períodos de tempo — afinal, muitas pessoas investem pensando em garantir uma aposentadoria mais confortável.

A grande vantagem de investir na previdência não está em seu lucro, mas em seus benefícios secundários. Entre eles, está a isenção do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) em casos de mortes.

No entanto, fique atento: o ideal é procurar investimentos em previdência que não sejam de grandes bancos. Em instituições menores, os negócios tendem a ser melhores para quem investe.

A diversificação da sua carteira de investimentos, quando bem-feita, pode maximizar exponencialmente seus ganhos. Viu só como há muitas opções disponíveis no mercado para diversificá-la?

Em qual delas você já investe? Compartilhe sua experiência aqui nos comentários e enriqueça a discussão sobre esse assunto!