Embora seja o investimento mais popular no Brasil, o rendimento da poupança tem deixado a desejar. Eles têm sido bem inferiores às outras opções de aplicações disponíveis.

Mas, o fato é que muitos investidores estão perdendo ou deixando de explorar outras oportunidades de aplicações por medo de se aventurarem em cenários desconhecidos, que acabam sendo encarados como arriscados. Um grande equívoco.

Com os rendimentos abaixo da inflação, quem está utilizando a caderneta de poupança vem sentindo que está recebendo menos do que investiu — e estes são os sinais da crise. Por isso, corra da poupança!

Quais as alternativas que podem superar o rendimento da poupança e ser bem mais atrativas? Confira!

1. Tesouro Direto

Diferente de um banco que pode falir e não realizar o pagamento das suas aplicações, os títulos do governo possuem um baixíssimo risco de crédito. Ainda que investidores questionem se a possibilidade de um calote do governo em meio a crise possa ocorrer, muitos economistas afirmam que esta chance é remota.

Apesar de não existir um investimento 100% seguro, a grande vantagem do Tesouro Direto é que você recebe na data do vencimento do título o valor aplicado, mais a rentabilidade combinada no momento da compra.

Outra coisa interessante é que o Tesouro Direto garante a liquidez diária dos seus títulos. Isso significa que você pode vender, a qualquer momento, os papéis e realizar o saque no outro dia.

Para começar a investir em títulos públicos é preciso entrar no site do Tesouro Nacional ou ter uma conta em banco ou corretora que realize este tipo de transação.

Existem os títulos:

  • Pré-fixados: o investidor sabe exatamente quanto receberá ao final da aplicação. Como as Letras do Tesouro Nacional (LTN);
  • Pós-fixados: a remuneração será feita de acordo com um indexador (Índices como o IPCA, que servem para medir a inflação, por exemplo). É o caso do Tesouro Selic (LFT).

Vale dizer que incidem sobre as Letras do Tesouro Nacional: o IR, de caráter obrigatório, além da cobrança do IOF com resgate menor de 30 dias da aplicação. Há ainda a taxa de custódia de 0,3% dobre o valor dos títulos.

2. Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Nesta opção, o investidor é quem empresta o dinheiro para o banco e este repassa o empréstimo do recurso aplicado a outros clientes. A grande vantagem aqui é que a taxa que a instituição financeira cobra para captar é menor do que para emprestar — e é isso que garante o rendimento da sua aplicação.

Quando comparada à poupança, o CDB representa uma excelente opção de investimento, principalmente pelo baixo risco e pelo retorno, que chega a ser o dobro dos rendimentos da caderneta. Ele remunera o investidor com base no percentual da taxa DI, que fica bem próxima à taxa Selic.

Muitas vezes, o valor da remuneração sobre a taxa DI ultrapassa os 100%, chegando, até mesmo, aos 120%. Por isso, um bom conselho é procurar várias instituições bancárias até descobrir aquela que oferece a melhor margem de lucro para o seu bolso.

A grande dúvida de muitos investidores ao analisarem esta opção é o Imposto de Renda, que ao contrário das LCIs e LCAs que são isentas, no CDBs isso não ocorre. É aí que a grande vantagem está: bancos podem oferecer uma rentabilidade bem maior para os CDBs, já que são títulos que não têm uma linha de crédito específica.

Assim como o Tesouro Direto, o CDB também proporciona liquidez diária, permitindo que o investidor resgate a aplicação a qualquer tempo. Mas, vale lembrar que quanto mais tempo uma aplicação permanece aplicada, maiores são os rendimentos.

3. Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

O grande atrativo desta modalidade de investimento é que ele é isento do Imposto de Renda. As instituições bancárias emitem papéis, com o intuito de obterem recursos para financiar o setor imobiliário.

Apesar de ser uma opção bastante atrativa, no geral, exige que a aplicação seja bem maior que, por exemplo, uma LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), e tenha um prazo de resgate prolongado. Contudo, isso não é uma regra: muitas instituições financeiras aceitam aportes menores.

Os rendimentos da LCI variam muito de banco para banco e conforme as estratégias para captar recursos. Digamos que haja a necessidade de captar recursos para um determinado empreendimento imobiliário: a instituição financeira pode lançar mão de títulos que exibam taxas bem maiores que o CDB, e bem mais atrativas.

4. Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)

As Letras de Crédito do Agronegócio são, em suma, a emissão de títulos, por meio de bancos, que visam injetar dinheiro no setor agrícola brasileiro. Seu funcionamento é similar ao do CDB, mas com uma vantagem: este título é isento no Imposto de Renda. Isso, muitas vezes, o torna mais rentável do que os CDBs, por exemplo.

Na LCA, as taxas de juros podem ser tanto pré quanto pós-fixadas. Vale dizer que a taxa de remuneração normalmente fica na casa dos 90% sobre determinado juros (como a taxa DI).

Para saber qual investimento será mais rentável, é conveniente fazer uma simulação das taxas de remuneração de aplicações, tanto nos CDBs (subtraindo o IR) quanto das LCAs ou LCIs. A partir daí, o investidor pode comparar e descobrir qual dos dois investimentos será mais lucrativo.

A desvantagem deste tipo de aplicação, no entanto, está na sua baixa liquidez. O dinheiro investido não pode ser resgatado a qualquer momento, a menos que o investidor arque com o prejuízo da movimentação.

Além disso, as quantias iniciais aplicadas costumam ser consideravelmente mais elevadas do que a das outras aplicações, girando em torno dos R$ 30.000,00.

5. Previdência Privada

A previdência privada é ideal para aquelas pessoas que visam ter um lucro a longo prazo. A maioria de suas aplicações apresenta o prazo mínimo de 10 anos. Aqui, essa contribuição para uma instituição privada será recebida da mesma maneira do que a aposentadoria pelo INSS e pode ser considerada um complemento dela.

Para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, o único regime disponível de Previdência Privada é o PGBL. Mas, aqui vai uma boa notícia: você pode deduzir até 12% da sua renda bruta no IR para esta finalidade.

Porém, é preciso lembrar-se que o governo não torna esse investimento isento, mas sim posterga essa cobrança. Dessa forma, este valor que foi abatido nos IR anteriores, será cobrado a partir do momento que a pessoa usufruir da sua previdência privada.

A tributação da previdência privada pode ser feita de duas formas: progressiva, ou seja, quanto menos dinheiro a pessoa resgatar, menos impostos ela pagará; ou regressiva, cuja variação de preço é baseada no tempo em que o dinheiro ficou aplicado naquele local não na quantia retirada.

Por isso, é necessário analisar a situação de cada pessoa para descobrir qual seria o regime ideal para ela.

É importante ficar sempre atento às possibilidades de aplicações que pagam mais que o rendimento da poupança. Assim, analisando o seu perfil, fica mais fácil escolher o modelo que mais se adapta à sua realidade. Aproveite e leia mais sobre como os juros interferem no lucro de seus investimentos!

 

Seja o primeiro a receber o conteúdo da Messem Educação e assine o nosso Newsletter, preenchendo seus dados nos campos abaixo:

Nome:

Seu e-mail:


 

Saiba mais:

BANNER 2eBook1